Atenas se transforma em campo de batalha antes da final da Copa da Grécia

  • Por EFE
  • 12/05/2018 13h13
EFE/EPA/SIMELA PANTZARTZI Torcida do AEK comemorou título recentemente

A capital grega se transformou, neste sábado (12), em um campo de batalha entre torcedores do AEK e PAOK, antes da final da Copa da Grécia. Forças policiais tiveram que intervir para tentar contê-los.

Os incidentes começaram logo nas primeiras horas do dia, nos arredores de uma sede de uma das torcidas do PAOK, e provocaram a interrupção do trânsito em várias ruas principais do centro de Atenas.

Segundo informam os veículos de imprensa locais, os confrontos com a polícia tiveram início quando os agentes foram evitar uma briga entre torcedores do PAOK, AEK e Olympiacos, clube que está fora da disputa pelo título.

Grupos de mascarados lançaram pedras, coquetéis molotov e foguetes contra os policiais, que responderam jogando granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Além disso, construíram barricadas com contêineres de lixo e outros objetos que foram incendiados. Dois policiais ficaram levemente feridos, segundo informa a mídia local.

O treinador do AEK, o espanhol Manolo Jiménez, tentou acalmar os ânimos ao comentar, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (11), que “a final deve ser uma celebração” para que os torcedores se concentrem em apoiar suas equipes e os jogadores a tentar vencer.

Para esta decisão, a polícia preparou um dispositivo especial de 2 mil agentes, com o principal objetivo de evitar confrontos entre torcedores dos dois clubes e manter a segurança na cidade.

Estas duas equipes se voltam a se enfrentar após a polêmica partida do dia 11 de março, quando o presidente do PAOK, Ivan Savvidis, invadiu o campo de jogo armado com uma pistola para protestar pela anulação de um gol no último minuto.

Este incidente provocou a suspensão do Campeonato Grego durante três semanas e algumas punições contra o PAOK, que proclamaram o AEK campeão nacional, encerrando um jejum de 24 anos.

O futebol grego está passando por uma crise de credibilidade crônica, com acusações de partidas fraudulentas e graves confrontos entre os torcedores dos clubes.

Após a suspensão da competição em março, o presidente do comitê da FIFA para supervisionar a Federação Grega de Futebol (EPO), Herbert Huebel, recomendou a expulsão dos clubes gregos e suas seleções nacionais das competições internacionais.

A decisão da FIFA será tomada no início de junho, e a EPO tem tempo para apresentar um plano de reformas.