Cristiano Ronaldo defende adversário que foi alvo de racismo

  • Por Jovem Pan
  • 27/12/2018 15h17
Juan Carlos Cárdenas/EFECristiano Ronaldo disse não a qualquer forma de discriminação

O atacante Cristiano Ronaldo, da Juventus, defendeu o  zagueiro Kalidou Koulibaly, do Napoli, que foi alvo de racismo na Itália, nesta quarta-feira (26).

“No mundo do futebol se necessita sempre educação e respeito. Não ao racismo e a qualquer forma de discriminação”, escreveu o português nas redes sociais.

 

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Nel mondo e nel calcio Ci vorreberro sempre educazione e rispetto. No al razzismo e a qualunque offesa e discrimination!!!

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A reação do atacante se soma a de outros nomes do mundo do futebol que lamentaram os incidentes ocorridos no estádio Giuseppe Meazza. Os torcedores de Inter e Napoli entraram em confronto antes do início da partida. O tumulto terminou com quatro pessoas esfaqueadas e uma morta após ser atropelada.

A tensão continuou dentro do estádio, onde torcedores da Inter ofenderam vários jogadores negros, entre eles Koulibaly, que acabou sendo expulso.

Após o incidente, a Federação Italiana de Futebol (FIGC) decidiu elaborar regras que facilitem a suspensão das partidas em caso de gritos racistas, segundo anunciou em nota o presidente da entidade, Gabriele Gravina.

O próprio Koulibaly repudiou os insultos em mensagem publicada na noite passada nas redes sociais. O zagueiro disse se sentir “orgulhoso da cor da pele, de ser francês, senegalês e napolitano” e sobretudo “um ser humano”.

O técnico do Napoli, Carlo Ancelotti, afirmou durante e depois da partida que pediu “três vezes a suspensão do jogo pelos gritos contra Koulibaly”.

“Houve três pedidos, mas não bastou, a partida seguiu. Na próxima vez, nós vamos parar, mesmo que nos perder o jogo. Koulibaly estava nervoso e normalmente é uma pessoa muito calma e respeitosa”, comentou.

O prefeito de Napoli, Luigi de Magistris, também criticou duramente o episódio e questionou: “Como se suspenderia uma partida em um país que vive do racismo e que tem no governo a um ministro do Interior (o ultradireitista Matteo Salvini) que deveria garantir a segurança nos estádios, mas que cantava há anos coros racistas contra os napolitanos?”.