Deco analisa situação de Neymar e avisa: ‘Futebol não é só finanças’

  • Por Jovem Pan
  • 06/09/2019 08h32
EFEApós imbróglio envolvendo seu futuro, Neymar permaneceu no PSG

O ex-meia Deco vive uma nova etapa na vida, agenciando jogadores como o volante Fabinho, do Liverpool, e o jovem meia Afonso, uma das grandes promessas do Porto atualmente, e acompanhou a situação do atacante Neymar, que fez de tudo para voltar ao Barcelona, mas terá de continuar no Paris Saint-Germain.

Em entrevista à Agência Efe, nesta quinta-feira durante, na Soccerex Oeiras, feira de futebol realizada em Lisboa, Deco disse acreditar que Neymar não é feliz no PSG, o que levou o craque a se esforçar ao máximo para voltar ao Barça dois anos depois.

“É muito difícil falar quando você não sabe toda a verdade. Sabemos um pouco pelo que lemos na imprensa. Neymar desde que saiu ficou com um olho para voltar, porque é normal. Foi uma decisão dele, e é muito difícil se adaptar a outro clube. Quando ele estava contente, feliz, tomou uma decisão. Ele sabe interiormente, não que tenha feito uma escolha ruim, mas que estava gostando de estar onde estava. O futebol não é só finanças, também é estar à vontade e feliz”, disse.

“Ele é um profissional, é um menino espetacular. Mas entendo que o clube não queira perder um jogador como ele e compreendo que o Barcelona quer que ele volte. São situações complicadas”, continuou Deco.

O brasileiro naturalizado português, que encerrou a carreira com a camisa do Fluminense em 2012, falou também sobre o ex-companheiro de time no Barcelona Xavi Hernández, agora técnico no Catar, e fez elogios à joia portuguesa João Félix, contratado pelo Atlético de Madrid por 126 milhões de euros.

“Xavi para mim, sempre foi um jogador não muito valorizado no Barça, nunca lhe deram, no início, o devido valor, mas teve a sorte de conquistar coisas importantes pela sua seleção, e isto lhe deu confiança para que fosse o que se tornou no Barça. Em 2008, ele explodiu e foi, para mim, durante cinco ou seis anos, o melhor meio-campista do mundo”, opinou.

“Iniesta era um caso diferente. Era sempre um jogador importante, que foi crescendo com o tempo. Os dois representam o máximo que um jogador de meio-campo pode ter e representam muito o estilo do Barça e o que é a seleção da Espanha”, completou.

  • Com informações da Agência EFE