Ex-treinador mexicano critica Osorio por falta de liderança contra o Brasil em 2018

  • Por Jovem Pan
  • 12/06/2020 09h05
EFEOsorio treinou a seleção mexicana na Copa do Mundo de 2018

O técnico do México na Copa do Mundo de 2014, Miguel Herrera, criticou o colombiano Juan Carlos Osorio, que comandou a ‘Tri’ no Mundial de 2018, na Rússia, pela derrota para o Brasil por 2 a 0 nas oitavas de final.

“A equipe treinada por Osorio na Rússia foi a mesma que ganhou a medalha de ouro contra o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2012 e que comigo empatou com o Brasil em casa na Copa do Mundo de 2014. Dizer que os jogadores não o responderam dentro de uma Copa do Mundo é uma desculpa. Se você não encontra uma resposta no vestiário, você a impõe, porque você é o líder”, declarou Herrera em entrevista ao site da primeira divisão do Campeonato Mexicano.

O treinador, que atualmente comando o América do México, admitiu estar zangado com as declarações de Osorio. O colombiano revelou que, antes do jogo contra o Brasil, perguntou aos seus jogadores se eles estavam prontos para a partida e ninguém o respondeu. Por isso, acusou os mexicanos de não terem a coragem moral para enfrentar as melhores seleções do mundo.

EFE

Miguel Herrera treinou o México em 2014

Outro que se mostrou irritado com a fala de Osorio foi Luis Fernando Tena, técnico do México na conquista do ouro olímpico em Londres 2012 e atualmente à frente do Chivas Guadalajara.

“Foi irritante que, ao dar as declarações que deu, Osorio tocou o coração e a cabeça, como se dissesse que o mexicano carece de coração e mentalidade. Isso é mentira. O único a ter tido dúvidas naquele dia foi ele por causa da questão de se eles estavam prontos”, bradou Tena.

Em bate-papo virtual com a Lixa MX, responsável pela primeira divisão do México, o técnico do ouro inédito recordou o triunfo sobre o Brasil por 2 a 1 na capital britânica.

“O Brasil era o favorito em Londres, eles ganharam seus jogos anteriores por um pouco de diferença, mas as palavras em nossa abordagem foram pressão e ousadia. Não os deixamos jogar por causa da convicção do grupo e tivemos a audácia de ir e atacar”, comentou.

*Com EFE