Maradona admite que quis chutar Falcão em 82 e que a culpa em 90 foi de Dunga

  • Por Jovem Pan
  • 31/10/2017 16h58
Divulgação FIFA Futebol Seleção Argentina Maradona Amado e odiado por muitos brasileiros, Maradona completou 57 anos na segunda-feira

No dia em que completou 57 anos de idade, segunda-feira (30), Diego Maradona, concedeu entrevista ao site da FIFA e relembrou momentos marcantes de sua carreira, especialmente em Copas do Mundo. Dentre as recordações do ídolo argentino, duas envolveram a Seleção Brasileira: a expulsão por chutar Batista em 1982 e a assistência para Caniggia em 1990.

Na derrota da Argentina para o Brasil pelo placar de 3 a 1 em 82, na Espanha, o camisa 10 acabou sendo expulso no segundo tempo da partida após agredir o volante Batista. No entanto, segundo o próprio Maradona, o alvo da falta era outro: Falcão.

“Eu falei anos depois com o Batista e disse para o Falcão também. No 3 a 1, eles começaram a fazer graça, e eu não gosto de perder, nem um pouquinho. Ele me disse: ‘Não, Diego. Aquele era o futebol que a gente tinha dentro da gente’. Mas sabe? Se eu estivesse com três gols, com as pessoas gritando ‘Olé! Olé! Olé’, enquanto a gente rodava a bola de um lado para o outro, eles também ficariam muito irritados. Se você tem um pouquinho de sangue nas veias, você vai explodir. Mas é verdade; eu acertei o jogador errado. Incrível”, disse Maradona.

Oito anos depois o ex-jogador voltou a encontrar o Brasil. E na segunda oportunidade, acabou levando a melhor. Nas oitavas de final, Maradona pegou a bola no meio-campo, driblou Alemão, passou por Dunga, avançou contra a defesa brasileira e tocou para Caniggia marcar.

“Os brasileiros culparam o Alemão pelo gol, mas eu passei muito rápido por ele. Quem eu tive que segurar, e usei até meu cotovelo para impedir de chegar em mim, foi o Dunga. Então, não foi culpa do Alemão, foi do Dunga. Foi ele quem me deixou passar”, afirmou o argentino, que após o duelo trocou camisa com Careca, companheiro de Napoli, e explica o motivo de ter vestido: “Eu vesti a camisa do Brasil quando voltei para o vestiário. Era do Careca. Ele é meu amigo”.