Aposentado, Marquinhos já admite ser dirigente do Avaí: ‘Conseguiria com maestria’

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2018 17h02
Cristiano Andujar/Estadão ConteúdoMarquinhos, 37 anos, é o segundo maior artilheiro da história do Avaí

Aposentado desde o empate por 0 a 0 com a Ponte Preta que recolocou o Avaí na Série A do Campeonato Brasileiro, Marquinhos tem tudo para permanecer no clube catarinense. Mas sem vestir meiões e calçar chuteiras. Em entrevista exclusiva ao locutor José Manoel de Barros, da Rádio Jovem Pan, o ídolo azzurra revelou que deverá atuar como dirigente do Avaí a partir de 2019. O cargo é o de assessor técnico, mais ou menos o mesmo que, desde o início do ano, vem sendo ocupado por Zé Roberto no Palmeiras.

“A gente conversou sobre isso”, contou Marquinhos, referindo-se ao presidente do Avaí, Francisco Battistotti. “E eu penso, sim, em tentar ajudar o clube fora de campo. A princípio, não quero ser gerente e nem diretor de futebol, até porque eu precisaria fazer cursos para isso. Mas esse trabalho de ser um elo entre a presidência e jogadores e comissão técnica eu conseguiria fazer com tranquilidade, com maestria, até porque vivi 20 anos dentro do futebol e sempre fui um cara de personalidade”, acrescentou.

O agora ex-meio-campista acredita que poderia contribuir para o vestiário do Avaí no ano do retorno à Série A. Ele citou Edu Gaspar, atual coordenador de seleções da CBF, como uma referência na função.

“Ele é um cara que eu vejo que está muito à frente, por ter feito muitos cursos, por ter se preparado… Hoje em dia, o relacionamento com os jogadores é tão importante quanto o esquema tático, quanto as coisas relacionadas a campo e bola. Querendo ou não, os jogadores são seres-humanos. Eles não são máquinas”, explicou.

As conversas estão adiantas, mas, antes de qualquer anúncio oficial, Marquinhos deve acertar a participação em mais duas partidas como jogador do Avaí. Ele pendurou as chuteiras com 398 jogos pelo clube e já foi convidado a atuar duas vezes no Estadual do ano que vem para chegar aos 400.

“A carreira já foi encerrada, mas eu devo fazer mais dois jogos oficiais, para completar os 400 com a camisa do Avaí. Foi um pedido do presidente. Por mim, eu pararia, mas ele meio que me obrigou. Vamos ver. Estamos pensando ainda. Seriam dois jogos no Estadual”, finalizou.

Campeão paulista e da Copa do Brasil com a camisa do Santos, Marquinhos tem 37 anos e é considerado um dos maiores ídolos da história do Avaí. Segundo maior artilheiro do clube (94 gols) e goleador máximo do Estádio da Ressacada (61 balanços de rede), o ex-meia foi revelado e soma quatro passagens pelo clube. A última delas, entre 2013 e 2018, acabou com um novo acesso à Série A – o quarto em quase 12 anos no clube.