Moisés defende Egídio e Deyverson por pênaltis na Libertadores: “Foram homens”

  • Por Estadão Conteúdo
  • 10/08/2017 18h45 - Atualizado em 10/08/2017 18h54
Moisés consola Egídio após o lateral desperdiçar sua cobrança

O meia Moisés, do Palmeiras, defendeu nesta quinta-feira (10) os companheiros de time Egídio e Deyverson pelas decisões tomadas pouco antes do começo da decisão por pênaltis pelas oitavas de final da Copa Libertadores contra o Barcelona, do Equador, no estádio Allianz Parque, em São Paulo. O lateral-esquerdo se prontificou a bater e teve a cobrança defendida pelo goleiro Banguera, enquanto que o atacante achou melhor não chutar.

O time perdeu por 5 a 4, mesmo após a vitória por 1 a 0 no tempo normal, e deu adeus à competição. “As circunstâncias levaram para os pênaltis a decisão. A ideia nossa era fechar comigo, no quinto pênalti, mas passou disso. O Egídio foi homem para caramba, teve coragem e personalidade para pedir bater. Infelizmente o goleiro pegou. Mas estamos com ele, juntos no mesmo barco”, disse Moisés.

Egídio foi o sexto a bater e desperdiçou a cobrança decisiva. Antes do início da decisão, o técnico Cuca procurou os jogadores e perguntou quem se sentia bem para chutar. Ficaram de fora da relação dos cinco o zagueiro Luan, que chegou a ser o batedor oficial do Vasco, e o atacante Deyverson, que segundo Moisés alegou não estar bem e preferiu ser deixado de lado.

“Eu prefiro que o jogador seja honesto e fale o que sente. Se ele não quis bater, foi homem. Melhor falar que não se sente confortável do que ir com medo e não fazer o melhor”, afirmou. Moisés explicou que na véspera do jogo, o Palmeiras treinou cobranças e teve alto aproveitamento, com 16 acertos em 18 tentativas. “Infelizmente nossos quatro batedores oficiais – o Jean, Dudu, Róger Guedes e o Borja – não estavam em campo. Então, isso nos prejudicou”, disse.

Autor do gol da vitória no tempo normal, Moisés pediu para que os colegas de time não sejam criticados pelos erros nos pênaltis “A gente pede para que não individualizem. O Egídio fez o bastante, assim como o Bruno Henrique. Todos fizeram o melhor. Não é momento de caçar um ou outro”, afirmou.