Atlético-MG cai diante do San Lorenzo fora de casa; Flu encaminha vaga

  • Por EFE e Estadão Conteúdo
  • 11/04/2018 21h18 - Atualizado em 12/04/2018 00h34
Bruno Cantini / AtléticoAdilson em dividida durante jogo contra San Lorenzo

O Atlético Mineiro foi derrotado nesta quarta-feira pelo San Lorenzo por 1 a 0, no estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, na primeira partida de equipe brasileira nesta edição da Copa Sul-Americana.

O gol isolado do duelo foi marcado pelo meia argentino Gabriel Gudiño, aos 38 minutos do primeiro tempo.

O Galo, que veio para o jogo apenas sem o zagueiro Leonardo Silva, lesionado, com relação ao time que foi batido no segundo jogo da decisão do Campeonato Mineiro para o Cruzeiro por 2 a 0, perdendo assim o título, começou de maneira agressiva, contra um adversário que atuou com muitos reservas.

Logo no primeiro minuto da etapa inicial, Cazares teve ótima oportunidade de balançar as redes, após cochilo da defesa adversária. Pouco depois, aos 7, Bremer, substituto do capitão alvinegro, pegou rebote em cobrança de falta e só parou na defesa do goleiro Navarro.

Aos poucos, o San Lorenzo equilibrou o duelo, embora ainda tomasse sustos na retaguarda. Aos 38, Castro foi lançado na área, bateu e obrigou Victor a fazer a defesa. No rebote, Gudiño apareceu completamente livre, em posição duvidosa, para empurrar para dentro.

O Atlético começou o segundo tempo pressionando e, logo aos 2, teve ótima oportunidade de igualar, com Otero. O ‘Ciclón’ não demorou e respondeu no minuto seguinte, com Blandi, que perdeu chance clara dentro da pequena área do time mineiro.

O centroavante argentino apareceu muito bem, mais uma vez, aos 27, após cobrança de escanteio e desvio na área de companheiro, que o deixou em ótima condição de marcar. A bola, no entanto, saiu à direita do gol defendido por Victor.

No finzinho, o Galo até tentou pressionar, mas não teve forças para conseguir levar perigo efetivo ao anfitrião.

Agora, o time brasileiro, campeão da Taça Libertadores em 2013, e a equipe argentina, que ergueu o troféu continental no ano seguinte, se reencontrarão no dia 8 de maio, em Belo Horizonte. O Atlético precisará vencer por, no mínimo, dois gols de diferença para avançar.

Caso repita o 1 a 0 da partida de ida, os alvinegros levarão a decisão para a disputa de pênaltis. Qualquer outro placar dará a classificação para o San Lorenzo.

Fluminense arranca no fim, faz 3 a 0 no Nacional Potosí e encaminha vaga

O Fluminense largou na frente na Copa Sul-Americana. Com menos facilidade do que se esperava, o time carioca recebeu o Nacional Potosí nesta quarta-feira, no Maracanã, e venceu por 3 a 0, graças à estrela de Pablo Dyego. O atacante entrou no segundo tempo, marcou um gol e incendiou o confronto que, até então, irritava o torcedor tricolor.

Eliminado precocemente no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil, o Fluminense dava motivos para a torcida se preocupar até metade do segundo tempo. Por isso, se o resultado encaminhou a vaga à segunda fase da Sul-Americana, não mascara as falhas da equipe às vésperas da estreia no Campeonato Brasileiro, domingo, contra o Corinthians, em São Paulo. A volta diante do Nacional acontecerá no dia 10 de maio, na altitude de 4.067m de Potosí.

Quem esperava um atropelamento se decepcionou logo no início, quando o Nacional Potosí já mostrou a capacidade de amarrar o jogo, limitando a criação do Fluminense. A primeira boa chance foi acontecer somente aos 15 minutos, mas Jádson e, depois, Sornoza optaram por não finalizar. No fim, o volante tentou, mas jogou em cima de Romero.

Cada minuto sem o primeiro gol parecia enervar o time da casa, que se tornava presa mais fácil ao rival. Restou, então, as jogadas de bola parada. Aos 25, Sornoza tentou direto e jogou por cima. Aos 45, cobrou falta na cabeça de Gum, que desviou no canto de Romero, mas parou no argentino.

As vaias na saída para o intervalo pareceram acordar o Fluminense, que somente no retorno passou a exercer a pressão que se esperava. Se não era criativo, tomou o campo de ataque e passou a tentar quase que exclusivamente nos cruzamentos para a área.

Quase deu certo aos 11, quando Ayrton Lucas cruzou da esquerda, a bola passou pelo goleiro, mas Renato Chaves, com pouco ângulo, jogou por cima. Seis minutos depois, a bola veio do outro lado, de Gilberto, e Pedro se antecipou ao goleiro para tocar sobre o travessão.

Era preciso mais, e Abel Braga lançou o time à frente com as entradas de Pablo Dyego e Matheus Alessandro. Um minuto depois, aos 27, deu certo. Sornoza cobrou escanteio da direita, Renato Chaves desviou e Pablo Dyego finalizou para a rede. Os bolivianos reclamaram muito de impedimento, mas Galvis, ingênuo, não saiu da linha de fundo e deu condições ao atacante brasileiro.

O mesmo Pablo Dyego quase marcou um golaço pouco depois, quando deu lindo chapéu em Flores e emendou bicicleta no travessão. O atacante de 24 anos entrara mesmo para incendiar o jogo e causaria a expulsão de Alaca aos 35 minutos.

Com um a menos, o Nacional se tornou presa fácil para o Fluminense e levou o segundo já aos 36. Sornoza cruzou da direita, Renato Chaves ajeitou e Gum marcou. Aos 42, Renato Chaves foi puxado acintosamente após escanteio da esquerda. Pedro cobrou o pênalti e selou o resultado.

De ressaca e com muitos desfalques, Bahia perde para o Blooming na Bolívia

Ainda de ressaca pela conquista do 46.º título do Campeonato Baiano e com muitos desfalques, o Bahia não teve uma boa estreia na Copa Sul-Americana. Nesta quarta-feira perdeu para o Blooming por 1 a 0, no estádio Ramón Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, pela primeira fase. Os dois times voltam a se enfrentar no dia 8 de maio, na Arena Fonte Nova, em Salvador, com o time brasileiro precisando vencer por dois ou mais gols de diferença. E sem tomar gol em casa, que é critério para desempate.

Após o desgaste nos primeiros meses e, principalmente, nos dois duelos contra o rival Vitória, o técnico Guto Ferreira optou por poupar alguns jogadores. Ficaram de fora o lateral-direito Léo, o zagueiro Tiago e os volantes Gregore e Elton, além do meia Vinícius. Com dores musculares, Lucas Fonseca também nem viajou com a delegação.

Mas a torcida espera uma boa campanha do time nesta volta à competição continental, que não participava desde 2015, quando foi eliminado pelo Sport. Só que vai ter que melhorar no jogo de volta, provavelmente utilizando todos seus titulares.

O primeiro tempo foi equilibrado. O Bahia começou melhor, mas o time boliviano reagiu. Cada equipe teve duas boas chances de gols, com participações decisivas dos dois goleiros – Douglas, pelo Bahia, e Hugo Suárez, pelo Blooming.

No segundo tempo, o Bahia ameaçou duas vezes, porém sofreu o gol muito cedo, aos quatro minutos. Após cruzamento da esquerda, Leonardo Vaca desviou de cabeça e Douglas rebateu. O atacante foi esperto e mesmo agachado tocou levemente para as redes.

Mostrando cansaço, o Bahia não mostrou forças para reagir. Além disso, correu o risco de sofrer mais gols. Mesmo assim ficou em condições de tentar reverter o placar na capital baiana, onde pelo menos não vai ter que ouvir a irritante sirene que soou nas arquibancadas por quase todo o jogo na Bolívia.