Prass critica Mattos e diretoria do Palmeiras por saída estranha: ‘Não houve critério técnico’

  • Por Jovem Pan
  • 27/01/2020 12h30
Guilherme Rodrigues/Futura Press/Estadão ConteúdoFernando Prass é ídolo do Palmeiras, mas deixou o clube chateado

Ídolo do Palmeiras, Fernando Prass ainda remói a mágoa por ter saído de uma maneira que ele classifica como “estranha” do Palestra Itália. Mas tal desgosto, ressalta, não se dirige ao clube. Em entrevista ao “Estado”, o jogador critica o ex-diretor Alexandre Mattos e deu a entender que houve certa omissão do presidente Maurício Galiotte no episódio. Entretanto, o agora goleiro do Ceará afirmou que aceitaria voltar a trabalhar no clube onde ganhou dois Campeonatos Brasileiros e uma Copa do Brasil, se fosse convidado, para um cargo de gestor.

“O clube tem direito de renovar ou não com quem quiser, mas a partir do momento que já se sabia que ia acontecer isso, no fim do ano, o diretor chega e diz que, por ele, ficam os dois, depois é exposto na imprensa que há esse contrato de gaveta, mas que ninguém sabe onde está. Aí meu empresário questiona esse diretor e ele nega veementemente… Chegou-se a uma situação que eu mesmo perguntei ao presidente (Maurício Galiotte) se ele validaria uma decisão de um ex-diretor, que, na minha opinião, foi conduzida de maneira errada”, disse Prass.

“Ele me respondeu que não poderia mudar. Aí eu disse, então, que havia chegado a hora de sair. Não teria problema nenhum em sair do Palmeiras pela idade, pelo rendimento ou seja o que for, mas, para mim, da maneira como foi… para não dizer outra coisa, foi muito estranha. Saí chateado porque não houve critério técnico, não foi um novo diretor, um novo treinador que definiu. E o Mano (Menezes) havia me dito, umas três semanas antes, que tomaria uma decisão técnica sobre essa questão. Não foi uma decisão técnica”, continuou.

Mesmo magoado, Prass admite que gostaria de ter continuado e encerrado a carreira no clube alviverde.

“Sim, mas sabia que no fim do ano um dos dois goleiros mais experientes (ele ou Jaílson) ia sair. E não sei se, de repente, por uma falta de afinidade que o diretor (Alexandre Mattos, demitido no fim do ano passado) tinha comigo, alguma coisa extracampo, deu-se uma artimanha contratual que me deixou numa situação muito difícil. Sabia-se que eu, Jaílson e (Edu) Dracena tínhamos renovado contrato por um ano, isso foi noticiado em todos os lugares, foi registrado na CBF. Aí fui perguntar ao Dracena se ele estava proibido de dar entrevista, pois estaria em fim de contrato, e ele me falou que não. A mesma coisa com o Jaílson”, comentou. 

O veterano de 41 anos também ressaltou a boa recepção que teve na capital cearense e projetou seu reencontro com Rogério Ceni no Castelão.

“Difícil falar de 2019, pois não estava aqui. Sei que o time teve um segundo semestre difícil, mas é complicado dizer o que pode ser melhor. Agora, acho que vai ser um ano bom pelo ambiente de trabalho que está se criando aqui, de comprometimento, dedicação, além do fato de o clube estar montando um bom grupo, que está entendendo o espírito do treinador (Argel Fucks). Não é receita de bolo, mas vejo que temos coisas essenciais para ter um bom ano”, declarou antes de falar sobre Rogério Ceni, treinador do Fortaleza.

“Foi um cara contra quem joguei várias vezes, e sempre pareceu ter um perfil de treinador mesmo. Para mim, não é surpresa vê-lo nessa nova função. Vai ser bom reencontrá-lo, um cara com quem vivi coisas interessantes fora de campo, como quando foram reivindicadas coisas em favor da categoria. É alguém que também tem um posicionamento forte, uma parte intelectual muito boa, e gosta de se envolver e debater sobre esses assuntos”, afirmou Prass.

*Com informações do Estadão Conteúdo