Prefeitura cobra interdição total do Ninho do Urubu; Flamengo esquiva

  • Por Jovem Pan
  • 15/02/2019 18h00
Tomaz Silva/Agência BrasilUm incêndio no centro de treinamento do Flamengo na última sexta-feira (8) deixou 10 mortos

A Prefeitura do Rio de Janeiro segue insistindo para que o Flamengo cumpra a ordem de 2017 e feche por completo o Ninho do Urubu, centro de treinamento do clube rubro-negro, que sofreu um incêndio que vitimou 10 jovens das categorias de base.

A entidade entente que o Flamengo não poderia manter o centro de treinamento em funcionamento desde a determinação, e que se o clube tivesse cumprido as ordens teria impedido a tragédia do último dia 8.

Nesta sexta-feira (15), Ministério Público do Rio de Janeiro convocou uma coletiva de imprensa para tratar do incêndio. O encontro contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, além de representantes do Flamengo.

Rodrigo Dunshee, vice-jurídico do clube rubro-negro, foi questionado se acatará a determinação da prefeitura do Rio, mas não respondeu. O cartola, inclusive, demonstrou incômodo com as perguntas e abandonou a coletiva

Dunshee respondia sobre o porquê de o clube não ter atendido a uma primeira ordem de interdição ao CT, imposta pelo Município em 2017. Primeiro, ele alegou que assumira o departamento jurídico do Flamengo apenas recentemente.

Depois, disse que a ordem de interdição de 2017 era passível de questionamentos. “Eu estou no prazo para fazer certas coisas. Acho que essa questão de licenças é colateral”, afirmou. “Essa questão está sub judice, todas as questões estão sub judice”.

Os repórteres então questionaram se o clube iria atender à nova ordem de interdição imposta pela prefeitura, informada por representantes do município momentos antes. Foi quando Dunshee se levantou, virou as costas e deixou o auditório da sede do MP.

Na última terça-feira (12), diversos órgãos de fiscalização municipais e estaduais vistoriaram o Ninho do Urubu e indentificaram irregularidades. Três quadros de luz foram interditados e foi constatado também problemas “de ordem sanitária”.

Com informações de Agência Estado