Saiba tudo sobre a criação da Libra, a liga do futebol brasileiro

Após o debate entre os mandatários, oito equipes assinaram o documento com a Codajas Sports Kapital, parceira do banco BTG Pactual, aprovando a fundação da liga que será responsável pela organização do Brasileirão

  • Por Jovem Pan
  • 03/05/2022 14h04 - Atualizado em 03/05/2022 14h13
Lucas Figueiredo/CBF Taça do Brasileirão Campeonato Brasileiro pode ser administrado por uma liga

Representantes de clubes da Série A, além de Cruzeiro, Ponte Preta, Sport, Guarani e Vasco, se reuniram na manhã desta terça-feira, 3, em um hotel na cidade de São Paulo, para discutir a criação da Libra, a liga do futebol brasileiro. Após o debate entre os mandatários, oito equipes assinaram o documento com a Codajas Sports Kapital, parceira do banco BTG Pactual, aprovando a fundação do órgão que será responsável pela organização do Brasileirão. Na quinta-feira da semana que vem, no dia 12 de maio, os líderes dos 40 times das duas divisões principais irão se encontrar na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, para tentar selar o acordo definitivamente.

Nesta terça-feira, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino, Flamengo, Ponte Preta e Cruzeiro assinaram o documento. De acordo com o presidente santista, Andres Rueda, os 40 representantes estão inclinados a fundar a nova liga. “Os quarenta clubes são a favor da criação da liga. Agora é só acertar as arestas e dia 12, com certeza, será uma grande festa na CBF”, declarou, em conversa com a imprensa. Quem também demonstrou otimismo com a união entre os clubes foi a presidente do Palmeiras, Leila Pereira. “A liga está criada. É um passo muito importante para o futebol brasileiro. É o futuro do futebol. Tivemos vários clubes aqui, alguns clubes assinaram e outros vão assinar até o dia 12. Estou animada. Poderemos reconstruir o futebol brasileiro”, disse.

Já o presidente Mario Celso Petraglia, do Athletico-PR, explicou que não foi a favor da Libra e disse que alguns pontos precisam ser discutidos. “Para a gente, não. Fomos surpreendidos com a pauta da reunião, que era discutirmos de clube para clube alguns pontos. São poucos, acho que facilmente chegaremos lá. Ainda assim, houve uma inversão de objetivos. A intenção era uma conversa para ajustar os pontos, mas vieram com o estatuto da liga, com seis assinaturas. Depois os outros dois assinaram. Eu nem estudei o estatuto. Recebemos a proposta com itens de divisão de valores, da Série A, da Série B. Então, realmente, a vaidade dos clubes de grandes torcidas é imensa. Eles querem ser os donos do futebol brasileiro. Querem ser os capitães. Reunião como essas eu já tive várias. Por trás, estão os interesses de cada um. Não vou negar ao meu clube uma liga que esteja de acordo com o aquilo que eu penso para o futebol”, disparou.

Convocada por um grupo formado por Flamengo, Bragantino, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, a reunião tinha como objetivo adiantar o processo da criação da liga, que foi interrompido na metade do ano passado com o afastamento do então presidente da CBF, Rogério Caboclo, que deixou o cargo após ser acusado de assédio moral e sexual por funcionários da entidade. O encontro, entretanto, não contou com representantes de Juventude e Cuiabá, além de 15 clubes da Série B. De acordo com o site “Goal”, a principal divergência entre os clubes tem relação com a divisão financeira proposta pela Codajas Sports Kapital. A empresa ofereceu divisão de 40% dos valores fixos, 30% variável por performance esportiva e 30% por audiência. O grupo, que tem Petraglia como um dos líderes, defende que seja 50-25-25.