Teixeira lembra saída de Gabigol e pede para Santos segurar Rodrygo: “pode ser precoce”

  • Por Jovem Pan
  • 07/06/2018 15h22
ReproduçãoMarcelo Teixeira foi presidente do Santos em duas ocasiões: de 1991 a 1993 e de 2000 a 2009

Figura mais influente da política do Santos, o ex-presidente Marcelo Teixeira é contra a venda de Rodrygo. Em entrevista exclusiva ao repórter Raphael Thebas, da Rádio Jovem Pan, o atual presidente do Conselho Deliberativo alvinegro pediu para que o jogador e os dirigentes santistas rechacem uma possível transferência ao futebol europeu nos próximos anos – o Real Madrid, segundo o jornal Marca, já acertou a contratação do atacante por 45 milhões de euros.

“O Rodrygo é muito novo, tem apenas 17 anos, e precisa ficar mais tempo no Brasil. Pode ser uma saída muito precoce, mesmo com uma entrega futura, daqui a um, dois anos… O jogador precisa permanecer mais tempo no Brasil, defender a camisa do Santos e conquistar títulos, que é a meta principal do clube”, disse Teixeira. “Mais cedo ou mais tarde, haverá uma independência financeira para o jogador. Ele é talentoso, diferenciado, mas acho que tudo tem o seu momento. Vai haver o momento para o Santos fazer essa negociação. Ao meu ver, não é agora”, acrescentou.

E o ex-presidente foi além. Segundo Teixeira, o exemplo de Gabigol, que deixou o Santos em 2016, aos 20 anos, para jogar na Inter de Milão, deveria ser levado em consideração na definição do futuro de Rodrygo. Gabigol não teve espaço na equipe italiana, foi emprestado ao Benfica e, menos de dois anos depois de sair do Brasil, voltou ao Santos para ganhar minutos de jogo.

“Temos um exemplo recente do Gabigol. Ele saiu do Santos, no meu entendimento, de maneira precoce. E eu dizia isso na época da transferência… Ele saiu, retornou e, agora, está se readaptando ao futebol brasileiro. É isso que eu acho que não pode acontecer (com Rodrygo). Eu acho que é natural que o jogador queira jogar no exterior, mas tudo no seu devido tempo. O tempo é o senhor da razão”, filosofou.

Para Marcelo Teixeira, uma forma de “segurar” Rodrygo seria bonificá-lo financeiramente. Ele tem contrato com o Santos até 2022 e, mesmo se for vendido na atual janela, só poderia jogar fora do País a partir de janeiro de 2019, quando completa 18 anos.

“A gestão anterior, do presidente Modesto Roma Júnior, já teve a chance de chamar o atleta e renovar o contrato. Esse contrato foi estendido, e a multa contratual, mantida. Acho que não há necessidade de fazer um novo contrato. Mas, se for possível, seria interessante chamar o jogador e o seu estafe… Como nós fizemos com Robinho. Fizemos um contrato melhor em 2002, outro 2003, outro em 2004…. Não demos aumento de forma abusiva, mas apenas um reconhecimento, para que o atleta e sua família ficassem confortáveis e seguros no Brasil”, finalizou

Rodrygo tem multa rescisória de 50 milhões de euros. Em 2018, seu segundo ano como profissional, já soma nove gols em 28 jogos.