IML diz que Daniel foi degolado antes de ter o pênis cortado

  • Por Jovem Pan
  • 23/11/2018 12h03
Rubens Chiri / saopaulofc.netDaniel foi encontrado com marcas de agressão, corte no pescoço e pênis retirado

Quando prestou depoimento à polícia, o assassinado confesso do meia Daniel, Edison Brittes Junior, não deu detalhes sobre a forma como matou o jogador ex-São Paulo. Mas um laudo do Instituto Médico Legal (IML), concluído nesta semana, apresentou mais informações sobre os atos de Edison Brittes Junior e os outros envolvidos no caso.

Uma dúvida do caso é sobre o corte do pênis de Daniel. Não está claro se isso foi feito antes ou depois dele ter morrido. Paulino Pastre, diretor do IML, acredita que primeiro aconteceram os cortes no pescoço.

“Nossa investigação chegou à conclusão que o corte muito provavelmente aconteceu após a degola parcial, mas como talvez ainda existissem sinais vitais, não é possível precisar o momento temporal antes ou posterior. Mas adotamos, pelos dados, de ter acontecido logo após a degola”, afirmou Paulino.

O laudo conclui que os cortes no pescoço causaram uma hemorragia externa e isso foi a principal causa da morte.

Mas o estudo também aponta outras detalhes da tortura. Uma informação importante é que Daniel foi carregado por duas pessoas no matagal de São José dos Pinhais, onde foi encontrado morto.

Isso indica uma contradição, pois 3 pessoas indiciadas pelo crime alegaram que nem saíram do carro quando Edison foi assassinar Daniel. Portanto Ygor King, David de Souza e Eduardo Henrique provavelmente saíram e ajudaram o assassino. Eles e Edison foram indiciados por homicídio qualificado.