Sobrevivente revela como começou incêndio e diz estar ‘acabado’

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2019 10h39
Reprodução/ InstagramFelipe Cardoso começou a treinar no Flamengo recentemente

O jovem Felipe Cardoso estava no CT do Flamengo quando aconteceu o incêndio desta sexta-feira (8), que matou 10 pessoas. Ele revelou que viu a tragédia começar no quarto dele e disse estar “acabado” por não ter conseguido tirar todos companheiros do Ninho do Urubu.

“O incêndio começou no meu quarto. O ar-condicionado começou a pegar fogo e eu saí correndo. Graças a Deus consegui correr e estou vivo”, revelou Felipe em entrevista ao canal Coluna do Flamengo.

Felipe também se manifestou no Instagram e lamentou o ocorrido: “por que meu Deus. Estou bem, por pouco não estaria mais vivo. Deus é maravilhoso. Luto eterno. Só quero esquecer as cenas. Me sentindo acabado por não ter conseguido tirar todos. Obrigado por estar vivo. Vocês nunca serão esquecidos”.

Felipe saiu das categorias de base do Santos recentemente e foi treinar no Ninho do Urubu. Há apenas 3 dias ele fez uma publicação no Instagram comemorando a transferência para o time carioca.

O incêndio matou 10 pessoas, que ainda não foram identificadas oficialmente. Três ficaram feridas e estão no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. São eles Cauã Emanuel Gomes Nunes, 14 anos; Francisco Diogo Bento Alves, 15 anos; e Jonathan Cruz Ventura, 15 anos. Este último inspira mais cuidados e, segundo a Bandnews, terá que passar por uma cirurgia.

O Ninho do Urubu fica na zona Oeste do Rio de Janeiro. É o local de treino da equipe profissional do Flamengo e também serve como alojamento de jovens das categorias de base. O incêndio aconteceu justamente onde estavam garotos do sub-15 e do sub-17. É uma parte antiga do Ninho, com estrutura antiquada, que inclusive já tinha projeto para ser desativada.

A tragédia poderia ter sido muito maior se os jovens do Flamengo não estivessem de folga nesta sexta. Como eles não teriam treino, a maioria saiu do CT e foi para casa. Só ficaram no alojamento garotos que vieram de outros estados e não tinham residência no Rio de Janeiro.