STF revoga liminar e decide mandar goleiro Bruno de volta à prisão

  • Por Jovem Pan
  • 25/04/2017 15h36
MG - FUTEBOL/GOLEIRO BRUNO/BOA ESPORTE - ESPORTES - O goleiro Bruno Fernandes, estreante pelo Boa Esporte, na partida contra o Uberaba, válida pela abertura do hexagonal final do Módulo II do Campeonato Mineiro, no Estadio Municipal Dilson Melo (Melão), em Varginha, neste sábado (8). O jogador não disputa uma partida oficial desde o dia 5 de junho de 2010 (há exatos 2499 dias), quando jogou pelo Flamengo contra o Goiás, no Maracanã. Bruno foi contratado pelo Boa após deixar a cadeia no dia 24 de fevereiro. Preso em 2010, ele foi condenado pelo envolvimento no assassinato da ex-amante Eliza Samudio e cumpriu sete anos. 08/04/2017 - Foto: CÉLIO MESSIAS/ESTADÃO CONTEÚDO CÉLIO MESSIAS/ESTADÃO CONTEÚDO Menos de três meses após ser liberado

A liberdade provisória do goleiro Bruno está próxima do fim. Nesta terça-feira (25), por 3 votos a 1, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), revogaram o habeas corpus concedido ao jogador de 32 anos há menos de três meses e decidiram manda-lo de volta à prisão.

Por maioria de votos, o STF revogou a liminar que havia sido concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello no dia 21 de fevereiro. Ao analisar o caso, Marco Aurélio considerou o fato de o jogador possuir bons antecedentes, além de destacar que o recurso apresentado pela defesa ainda não havia sido apreciado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux votaram a favor de mandar de volta para a prisão o goleiro, conforme havia sido pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro Marco Aurélio Mello manteve o voto a favor da liminar e o ministro Luís Roberto Barroso não compareceu à sessão.

Relembre o caso

Em 2013, o Tribunal do Júri da Comarca de Contagem, em Minas Gerais, condenou Bruno a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho. O goleiro foi solto com a liminar de Marco Aurélio, após cumprir seis anos e sete meses de detenção em regime fechado.

Em liberdade, o goleiro acertou vínculo com o Boa Esporte, que atualmente disputa a segunda divisão do Campeonato Mineiro. A contratação gerou polêmica na cidade de Varginha e no futebol brasileiro, dividindo opiniões. O clube, porém, sofreu com a perda de patrocinadores, que rejeitaram o reforço.

Na breve passagem de Bruno pelo clube mineiro, o Boa Esporte obteve duas vitórias e dois empates e sofreu uma derrota. Nestes cinco jogos, o goleiro, que se destacou nacionalmente com a camisa do Flamengo antes de ser preso em 2010, sofreu quatro gols com a camisa da equipe mineira.