Tévez se coloca à disposição do governo e do Boca para lutar contra pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 01/04/2020 22h57 - Atualizado em 01/04/2020 22h57
Divulgação CABJTevez acha que clubes argentinos devem se engajar no combate ao coronavírus

Ídolo no Boca Juniors, o jogador Carlitos Tévez disse nesta quarta-feira que o seu clube e o governo da Argentina podem contar com a sua ajuda durante a pandemia do novo coronavírus, que já deixou 28 mortos no país, segundo dados oficiais.

“Coloco-me à disposição do governo e do clube para ajudar. Não gosto de fantasiar sobre muitas coisas, porque quando se ajuda é do coração. Não é para estar em um vídeo. Você tem que ficar em silêncio, mas o tempo todo. Eu me coloco à disposição do clube, mesmo que isso signifique entregar mercadorias em uma mesa”, declarou à emissora argentina América Televisión.

O atacante de 36 anos elogiou o governo do presidente Alberto Fernández, que entre outras medidas exigiu o isolamento social até pelo menos 13 de abril. “Está fazendo as coisas direito”, enalteceu o ídolo argentino, que afirmou esperar por um mundo mais solidário após o fim da pandemia.

“Estamos percebendo que somos todos iguais. Atinge todos nós, especialmente os avós, seja na Argentina ou nos Estados Unidos. Se cabe a você, se envolva. Espero que seja para melhor e que cresçamos como uma sociedade e que amanhã isto tenha mudado o mundo para melhor”, disse.

Tévez quer maior envolvimento não só do Boca, mas de todos os clubes argentinos, que no momento estão sem atividades devido à interrupção de todas as competições. “Em vez de ir para o treinamento pela manhã, pode ser obrigado a fazer coisas para as pessoas. Por exemplo, ir às cozinhas de sopa em La Boca. Eu ficaria feliz em ir. Eu sei que a minha família está bem. Estar com estas pessoas vai nos tornar muito mais fortes. É aí que começa o grande exemplo”, considerou.

O atacante ex-Corinthians afirmou os jogadores de futebol podem viver seis meses ou um ano sem receber, mas que há pessoas desesperadas que não têm dinheiro e não podem trabalhar por causa da quarentena. “O Estado está aí para isso. Vem fazendo bem o que deve fazer por essas pessoas. Temos que ajudar no que podemos, para estar com as pessoas do bairro”, insistiu.

A grande maioria dos clubes argentinos colocou suas instalações à disposição do governo para abrigar as pessoas infectadas ou em situação de rua durante a pandemia.

* Com EFE