Time grande não cai? São Paulo vive jejum semelhante ao de rivais rebaixados

  • Por Jovem Pan
  • 19/07/2017 10h46
Na 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, São Paulo não vence há 9 partidas

Em 2017, o São Paulo vive um de seus piores momentos da história no Campeonato Brasileiro. Após 14 rodadas, o Tricolor ocupa a 18ª posição com apenas 12 pontos e não vence há 9 jogos (6 derrotas e 3 empates). Coincidência ou não, o fraco desempenho é semelhante ao dos grandes que já foram rebaixados. Será que a máxima do “time grande não cai” ainda vale no Morumbi?

No ano passado, o Internacional amargou um jejum de 14 partidas sem vitórias, entre a 9ª rodada e 22ª, com 9 derrotas e 4 empates. O Colorado também teve uma sequência de quatro reveses seguidos entre a rodada 24 e 28. Sempre flertando com a zona de rebaixamento, os gaúchos não conseguiram vencer entre a 32ª e 36ª. Ao final, o Inter somou apenas 43 pontos e a queda para a Série B foi inevitável.

Outro clube que viveu uma “seca” de resultados foi o Corinthians. Em 2007, o Alvinegro terminou em 17º e caiu com 44 pontos. A equipe paulista colecionou três grandes jejuns naquela edição. O maior deles foi entre a 6ª e a 16ª rodada, com seis empates e quatro derrotas. A outra sequência negativa aconteceu entre a 25ª e 29ª, com quatro derrotas seguidas e apenas um empate. Já na parte final do campeonato, o Corinthians, literalmente, viveu seu calvário. Na 34ª rodada, a equipe foi derrotada pelo Flamengo (1 a 0), em seguida empatou com Atlético-PR (2 a 2) e Goiás (1 a 1), perdeu para o Vasco em casa (1 a 0) e empatou com o Grêmio no antigo Estádio Olímpico (1 a 1).

Folhapress

O corintiano Ailton chora após o rebaixamento do Corinthians no dia 2 de dezembro de 2007

Duas vezes rebaixado para a Série B, o Palmeiras também não conseguiu colocar fim nas sequências negativas. Em 2002, o campeonato foi disputado com 26 equipes e em turno único, além da fase final. O Alviverde não venceu entre a 5ª e  a 13ª rodada. Foram sete derrotas e três empates. Já na edição de 2012, o Verdão teve desempenho ainda pior com duas grandes sequências sem vitórias. A primeira entre a 1ª e a 6ª rodada, e a segunda da 33ª a 38ª. Isso sem contar outros quatro intervalos com quatro derrotas seguidas. Em 38 partidas, o clube somou míseros 34 pontos (9 vitórias, 7 empates e 22 derrotas) e caiu com dois jogos de antecedência.

Vítimas credenciadas

Tri-rebaixado (2008, 2013 e 2015), o Vasco é outro grande que não conseguiu embalar no nacional. Na primeira queda, o Cruz Maltino acumulou tropeços da 22ª a 30ª rodada (7 derrotas, sendo seis seguidas e dois empates). Enquanto em 2013 foram seis jogos consecutivos sem vitórias (19ª a 24ª rodada). A campanha de 2015 foi ainda pior com duas grandes sequências na “seca”.

O clube soube o que era vencer apenas na 9ª partida (3Ee 5D). O “terror” voltou a rondar São Januário entre a 15ª e a 23ª rodada (oito derrotas e um empate). Desde então, o clube sofreu apenas um revés até a última rodada, mas o elevado número de empates fez com que a equipe terminasse na 18ª colocação com 41 pontos (10V, 11E e 17D).

Já o Botafogo, a exemplo do Palmeiras, foi rebaixado em duas oportunidades. Na edição de 2002, o Glorioso amargou a lanterna apesar de não ter tido uma grande sequência sem vitórias. Foram cinco derrotas seguidas entre a 20ª e a 26ª partida. Só que ao longo da campanha os cariocas registraram apenas seis resultados positivos, além de sete empates e 12 derrotas.

No ano de 2014, o clube caiu pela segunda vez em sua história. A coisa degringolou de vez na reta final da competição, em função das seis derrotas seguidas e de um empate nas últimas sete rodadas.

A receita é essa

Pode-se dizer que em 2004 e 2005, Grêmio e Atlético-MG, respectivamente, fizeram muita força para cair. Ainda na fórmula com 24 equipes, o Tricolor Gaúcho terminou na lanterna com 39 pontos (9V, 12E e 25D). Ao todo foram quatro “janelas” negativas, sendo a maior delas entre a 22ª e a 31ª rodada (6D e 4 E). Já no ano seguinte, o Atlético-MG parece ter seguido à risca o caminho da queda.

O Galo não acumulou os “três pontos” entre a 2ª e a 9ª partida (6D, 2E) e 14ª e 20ª (5D e 2E). O torcedor atleticano novamente viveu o martírio na reta final do campeonato. O jejum perdurou da 32ª a 37ª partida (5D e 1E). Por isso, os 47 pontos não foram suficientes para livrar o clube do pesadelo da segundona.

ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Atlético/MG, do goleiro Bruno, sofreu 21 derrotas no Campeonato Brasileiro 2005

Vale lembrar que o São Paulo tem a chance de por fim à incômoda sequência nesta quarta-feira (19) diante do Vasco, no Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.