Victor lamenta queda de Levir, mas prevê Santos “mobilizado” contra o Atlético-MG

  • Por Estadão Conteúdo
  • 01/11/2017 14h45 - Atualizado em 01/11/2017 15h05
Bruno Cantini / Atlético MineiroLevir Culpi e Victor trabalharam juntos no Atlético Mineiro durante as temporadas 2014 e 2015

A derrota no clássico para o São Paulo e a consequente queda de Levir Culpi não devem mudar o panorama do Santos para enfrentar o Atlético Mineiro, sábado (4), na Vila Belmiro, às 17 horas, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Essa, ao menos, foi avaliação feita pelo goleiro Victor nesta quarta-feira (1º).

Embora tenha reconhecido que uma mudança de treinador sempre dificulte o equilíbrio, Victor ponderou que o Santos vem embalado pela disputa entre os líderes. A equipe interinamente dirigida por Elano está em terceiro lugar do Brasileirão, com 53 pontos, seis atrás do Corinthians, enquanto o Atlético Mineiro é o décimo, com 42.

“Sabemos que, quando há mudança no comando, o time passa por uma instabilidade. Mas não acredito que isto deva desmobilizá-los, porque eles lutam pelo Brasileirão”, assegurou o goleiro, lamentando as constantes demissões de treinador no futebol brasileiro.

“Infelizmente é algo que os jogadores no Brasil estão acostumados a passar. A mudança de comando é a nossa cultura, não é novidade para ninguém, mas não podemos nos apegar a isto”, acrescentou Victor.

Apesar da ressalva, ele assegurou que o duelo de sábado será equilibrado e bem disputado. “A expectativa é de um bom jogo. Mesmo correndo por fora, o Santos briga pelo título e o Atlético-MG busca uma vaga na Libertadores. São duas equipes técnicas, com jogadores de alta capacidade, então tem tudo para ser um grande jogo. É difícil, mas esperamos fazer um bom jogo fora de casa”.

Victor falou ainda sobre o reencontro de Robinho com o ex-clube. E assegurou que o atacante está plenamente focado no Atlético-MG “O Santos é o único time em que o Robinho jogou (além do próprio Atlético) no Brasil. É claro que tem um sentimento, ainda mais pela história que ele tem lá”, ponderou. “Mas o momento agora é de defender o Atlético-MG, respeitando a camisa que ele vestiu, mas fazendo o máximo para vencer”.