Goleadas, crise e leilão do estádio: Guarani completa 104 anos de história

Nesta terça-feira, o Guarani Futebol Clube completa 104 anos. Vivendo uma das piores fases de sua história, o Bugre dá poucos motivos para que seu torcedor comemore o aniversário do clube. Com um time modesto e atolado em dívidas, o Guarani disputa com dificuldades a séria A2 do Campeonato Paulista há duas temporadas. E joga a Série C do Brasileiro desde o rebaixamento em 2012.
Com uma dívida trabalhista de aproximadamente R$ 60 milhões, e uma dívida total que ultrapassa os R$ 250 milhões, o estádio Brinco de Ouro da Princesa foi a leilão por determinação da 6ª vara do trabalho, e acabou arrematado na última segunda-feira por uma construtora gaúcha que, a princípio, não pretende manter o estádio no terreno.
Mas, se a fase atual é ruim e até mesmo a continuidade do clube já é questionada, o passado do Bugre é de vitórias. Campeão Brasileiro em 1977, o Guarani tem em sua história mais que centenária momentos em que complicou a vida dos grandes clubes de São Paulo, e da rival Ponte Preta.
Relembre goleadas do Bugre sobre os grandes paulistas e a rival Ponte Preta:
Guarani 5 x 0 Santos
Em 1979, o Bugre recebeu o Santos no Brinco de Ouro pelo Campeonato Paulista daquele ano, e aplicou um histórico 5 a 0.
Corinthians 0 x 3 Guarani
No final dos anos 70, o Bugre estava a 6 jogos sem perder para o Corinthians em campeonatos paulistas. No estadual de 77, o time de Campinas foi ao Pacaembu e fez 3 a 0 no alvinegro e manteve a sequência vitoriosa.
São Paulo 0x 3 Guarani
Em 1988, o time do Guarani contava com o jovem meia Neto – que mais tarde se tornaria ídolo no Corinthians -, foi ao Morumbi encarar o São Paulo e aplicou um 3 a 0 na casa tricolor.
Guarani 5 x 2 Palmeiras
O Bugre atropelou o Palmeiras em 1992 e fez 5 a 2 no Brinco de Ouro da Princesa, pelo Paulista daquele ano.
Guarani 5 x 1 Ponte Preta
A rivalidade entre Guarani e Ponte divide a cidade de Campinas, e a histórica goleada de 5 a 1 do Bugre pra cima da Macaca em 1955, no Brinco de Ouro, pelo Paulista daquele ano, é lembrada até hoje pelos bugrinos mais velhos.
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