Grupos pró-boicote a Israel pedem que Jerusalém seja vetada da Euro 2020

  • Por Agencia EFE
  • 10/09/2014 16h10

Jerusalém, 10 set (EFE).- Equipes palestinas e grupos pró-boicote a Israel pediram à Uefa que exclua Jerusalém da lista de cidades que desejam sediar jogos da Eurocopa de 2020, por considerarem que o sucesso da candidatura recompensaria o país por seus crimes.

Ao todo, 19 países apresentaram formalmente sua candidatura, entre eles Israel, que quer, através de sua capital, ser uma das 13 sedes do torneio, que será itinerante pela primeira vez na história. Conjuntos palestinos, assim como algumas ONGs, pediram ao presidente da Uefa, Michel Platini, que retire a cidade da relação de pleiteantes.

“Conceder a Jerusalém o privilégio de sediar um grande torneio esportivo internacional apenas semanas depois de um sangrento massacre de palestinos na sitiada Faixa de Gaza seria um sinal verde para cometer futuros crimes de guerra. Seria como recompensar Israel por seus massacres a mais de 2,1 mil palestinos, incluindo 500 menores, nos 50 dias da recente ofensiva na Faixa de Gaza”, disse o coordenador em Gaza do Comitê Nacional Palestino de Boicote, Desinvestimento e Sanções, Abdulrahman Abunahel.

Abuhanel ainda fez denúncias relacionadas ao âmbito esportivo. “Israel lançou uma guerra ao futebol, matando jogadores, bombardeando estádios e negando a jogadores a permissão de viajar para jogar”, alertou. Ainda segundo ele, 32 instalações esportivas e 500 casas de atletas ficaram danificadas na operação militar israelense.

Na carta a Platini, o grupo disse ainda que realizar parte da Euro na cidade legitimaria o deslocamento forçado de palestinos de Jerusalém Oriental, “reconhecida como território palestino ocupado pela ONU e a União Europeia”.

O torneio será disputado em 13 cidades, após decisão tomada em 2013 pelo Comitê Executivo da Uefa, a fim de festejar o 60º aniversário da criação do torneio continental. As escolhidas serão anunciadas no próximo dia 19. EFE