Hall da Fama do COB elege dez novos homenageados em 2020

  • Por Jovem Pan
  • 28/04/2020 22h42 - Atualizado em 28/04/2020 22h42
COB/ReproduçãoAdhemar Ferreira da Silva, Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico no salto triplo

O Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), lançado em 2018 para homenagear atletas ou treinadores que contribuíram de forma marcante para o esporte olímpico brasileiro, ganhará novos integrantes em 2020. Os ex-atletas foram escolhidos nesta segunda-feira, 27, pelos 15 integrantes da Comissão Avaliadora (CA) do Hall.

A lista de peso é composta por personagens que são referência nas mais diversas modalidades:

– Adhemar Ferreira da Silva, atletismo. Bicampeão olímpico no salto triplo;
– Aída dos Santos, atletismo. Quarto lugar no salto em altura em Tóquio 1964, melhor resultado individual de uma brasileira em Jogos Olímpicos até Pequim 2008;
– Aurélio Miguel, judô. Campeão olímpico em Seul 1988 e bronze em Atlanta 1996;
– Bernard Rajzman, vôlei. Integrou a Geração de Prata em Los Angeles 1984;
– Reinaldo Conrad, vela. Duas vezes medalhista de bronze olímpico: Cidade do México 1968 e Montreal 1976;
– Sebastián Cuattrin, canoagem velocidade. Vencedor de 11 medalhas em Jogos Pan-americanos;
– Tetsuo Okamoto, natação. Primeiro medalhista olímpico da natação brasileira – bronze nos 1.500m livre, em Helsinque 1952;
– Wlamir Marques, basquete. Bicampeão mundial (1959 e 1963) e bronze nos Jogos de Roma 1960 e Tóquio 1964;
– Nelson Pessoa, treinador de hipismo saltos. Disputou os Jogos Olímpicos cinco vezes como atleta e comandou a equipe brasileira nas conquistas do bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000;
– Mário Jorge Lobo Zagallo, jogador e treinador de futebol. Bronze em Atlanta 1996 e único profissional a ter participado de quatro das cinco campanhas vitoriosas do Brasil em Copas do Mundo.

Segundo o presidente do COB, Paulo Wanderley, o Hall da Fama é uma iniciativa para coroar quem ajudou a construir a história do esporte olímpico do país. “Nosso objetivo é ressaltar os feitos e glórias dos grandes atletas e treinadores brasileiros”, disse.

Ele elogiou os novos escolhidos. “A edição deste ano terá uma seleção de personagens históricos do nosso esporte e ficará marcada por dois aspectos: a variedade de esportes contemplados (nove) e a longevidade das carreiras dos homenageados. Podemos citar, por exemplo, o Wlamir, que foi capitão da seleção por uma década; o Conrad, que disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos; e o Zagallo, campeão do mundo em 1958 como jogador e integrante da comissão técnica brasileira até a Copa de 2006”.

Com a eleição deste ano, o Hall da Fama chega a 24 homenageados em 11 esportes diferentes – quase metade do número de homenageados até o momento.

Os novos integrantes vão participar de cerimônias organizadas pelo COB. Alguns deles, já falecidos – como é o caso de Adhemar Ferreira da Silva e Tetsuo Okamoto, receberão homenagens póstumas.

Primeiras edições

Em 2018, em sua primeira edição, o Hall da Fama homenageou o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, único brasileiro a receber a medalha Pierre de Coubertin; o velejador Torben Grael, maior medalhista olímpico brasileiro; e a dupla de vôlei de praia Sandra Pires e Jackie Silva, primeiras campeãs olímpicas brasileiras.

Já no ano passado, receberam a honraria Maria Lenk, da natação, Guilherme Paraense, do tiro esportivo, João do Pulo e Sylvio de Magalhães Padilha, do atletismo, o judoca Chiaki Ishii, as campeãs mundiais de basquete Paula e Hortência, o meio-fundista Joaquim Cruz e os treinadores de vôlei Bernardinho e Zé Roberto Guimarães.