Histórias que mostram que o “empolgado” Paulo Nobre é um presidente-torcedor

  • Por Jovem Pan
  • 23/02/2016 21h56
paulo nobre

Presidente do Palmeiras desde janeiro de 2013, Paulo de Almeida Nobre, ou apenas Paulo Nobre, completa 48 anos de idade nesta quarta-feira (24). No entanto, a relação do advogado, ex-piloto de rali e dono de fundo de investimentos com o clube não se limita ao cargo que ocupa. Mais do que isso, o mandatário é um palmeirense de fanatismo incurável, que transparece em suas ações na presidência – algumas delas cômicas, outras emocionantes.

Abaixo, o Jovem Pan Online conta algumas dessas histórias que mostram que Paulo Nobre é, antes de presidente, um torcedor apaixonado e “empolgado”.

“Empolgou”: o dia em que Paulo Nobre exagerou no entusiasmo

Em 2014, durante a pausa do Campeonato Brasileiro para a realização da Copa do Mundo, o presidente palmeirense deu uma entrevista para o site Globoesporte.com na qual mostrava confiança no que o time vinha mostrando nos treinamentos. Segundo Nobre, seria “difícil ganhar da gente”.

Só que durante o resto do ano o Verdão sofreu com uma campanha pífia no Brasileirão e só escapou do rebaixamento na última rodada. As declarações do dirigente foram lembradas e a chamada da matéria, “Empolgou”, virou piada e é lembrada sempre que alguém se empolga demais no futebol.

Alegria (até demais) no título da Copa do Brasil

Depois de todo o sofrimento em 2014, Paulo Nobre conseguiu mais recursos em 2015 e reformulou todo o elenco do Palmeiras. Ao fim da temporada, o resultado foi o título da Copa do Brasil sobre o Santos. Aliviado, o presidente “se empolgou” na comemoração e, tal qual uma criança junto de seus ídolos, abraçou Zé Roberto e Fernando Prass na hora de levantar a taça do torneio nacional, “invadindo” a festa dos jogadores.

A superstição vitoriosa

O sofrimento passado em 2014 deu origem a uma superstição. Segundo contou em entrevista ao site Globoesporte.com, quando começou o segundo tempo da partida contra o Atlético-PR, na última rodada do Campeonato Brasileiro, o presidente do Verdão não aguentou o nervosismo e desceu do camarote da diretoria para passar o resto do jogo dentro do vestiário. Deu certo – nem tanto por conta de sua equipe, que empatou, mas pela ajuda do Santos, que venceu o Vitória, concorrente na briga contra o rebaixamento.

Desde então, nos momentos decisivos, Paulo Nobre tem ficado escondido no vestiário, como foi nas partidas decisivas e também final da Copa do Brasil. “Eu abro mão de ver a essa conquista, mas não tira isso (título) do Palmeiras”, disse o dirigente. O mais importante é que funcionou, e o seu clube levou o título.

Ajuda pessoal para pagar dívidas

A situação do Palmeiras em 2014 era complicada, especialmente por conta das dívidas, um problema comum dos clubes brasileiros. Para aliviar esse problema, Paulo Nobre emprestou seu nome para conseguir empréstimos de mais de R$ 150 milhões ao clube – uma solução que, apesar do presidente dizer que não gostou de tomar, era a única opção.

Desde então, o Verdão vai pagando aos poucos o que deve a seu próprio presidente. O lucro nas possíveis transferências de alguns jogadores estão atrelados a esse pagamento. No entanto, a situação não está ruim: com o crescimento da arrecadação com o programa de sócio torcedor, bilheteria e patrocínios nos últimos meses, as dívidas devem ser sanadas até antes do prazo.