Ídolos do Corinthians, Biro-Biro e Basílio veem clássico e Paulista como chance para Tite testar jogadores

  • Por Jovem Pan
  • 14/02/2016 12h48
Basílio e Biro-Biro

Dois ídolos corintianos, Biro-Biro (589 jogos no clube) e Basílio (253 partidas pelo Timão), falaram à Jovem Pan neste domingo sobre a expectativa para o clássico entre Corinthians e São Paulo e o que esperam para o time de Tite em 2016.

O técnico, aliás, recebeu elogios dos dois ex-jogadores, que ressaltaram ainda os desafios que Adenor Tite irá enfrentar para remontar o Corinthians versão 2016, após importantes perdas e contratações que buscam se encaixar no esquema do treinador bicampeão brasileiro.

Para Basílio, a rivalidade entre Corinthians e São Paulo já supera a de Corinthians e Palmeiras. Ele lembra o Majestoso do Paulistão de 1979, quando Serginho Chulapa chutou a bola na direção do banco de reservas do Corinthians, arrumando uma confusão generalizada, que envolveu inclusive o ex-massagista do Timão, Rocco. Naquele dia, o Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 1 no Morumbi.

Biro-Biro espera neste domingo um “clássico difícil” e lembra que esses são “jogos que marcam na carreira do atleta”. Sobre o “6 a 1” que marca a prévia do confronto, Biro-Biro entende que vai ser bom para a torcida do Corinthians, que poderá relembrar com gritos os rivais da recente goleada no último Campeonato Brasileiro. Basílio, por sua vez, destaca que o jogo “é uma outra história” e prevê cobranças tanto do torcedor corintiano quanto do são-paulino.

O “Pé-de-Anjo” avalia que, se a resposta dos jogadores do Corinthians não vier dentro de campo no campeonato Paulista para convencer o torcedor, o trabalho para a Libertadores pode ter dificuldades. Biro-Biro vai na mesma linha: “O Tite está procurando, principalmente nesse Campeonato Paulista, para ele ver o time que tem e com quem poderá contar daqui pra frente”, diz. “Esse Paulista vai ser bom para acertar seus times”.

“Calma”

O ex-volante lembra que o meio de campo do Corinthians foi “excluído” com a saída de importantes peças como Jadson, Renato Augusto e Ralf, mas vê jogadores de qualidade com os quais ele pode acertar a equipe. “Vamos torcer para que esses jogadores que chegam deem sorte e se entrosem o mais rápido possível”.

Basílio mostra confiança no trabalho de Tite e pede calma aos torcedores corintianos. “O mais importante é você ter esse comando do vestiário”, afirmou. “Tendo esse comando”, entende o ex-meia-atacante, “é uma questão de tempo” para o time se acertar e conseguir bons resultados.

Ele ressalta, no entanto: “Logicamente alguns jogadores estão buscando o seu melhor preparo”. Mas diz ver “disposição e alegria” nos novos contratados corintianos. Basílio entende que “dificuldades vão acontecer” e lembra que “a cobrança vai ser um pouco maior porque começa a Libertadores” em breve. “É uma questão de paciência do torcedor de dar confiança a esses jogadores de início de temporada”, pondera.

Outros tempos

Por fim, Basílio entende que o jogador tem que valorizar tanto o Paulistão quanto a Libertadores e lembra: “Na minha geração a Libertadores não tinha tanto valor quanto tem atualmente. O treinador e a direção não viam a hora de sair da Libertadores para disputar os campeonatos regionais, como era o Paulista”. E comenta, com um tom melancólico: “Hoje usam como laboratório o Paulista”.