Jamil Chade diz que ameaça da Uefa à Fifa “pode ter um impacto real”

  • Por Jovem Pan
  • 28/05/2015 12h52
EFE Michle Platini

Na véspera da eleição que vai eleger o presidente da Fifa para os próximos quatro anos, a Uefa, presidida por Michel Platini, se manifesta dizendo que repensará sua relação com a entidade máxima do futebol. Em conversa com a rádio Jovem Pan nesta quinta-feira (28), o repórter Jamil Chade, do jornal Estado de São Paulo, informou que a confederação europeia tentou boicotar a eleição, mas voltou atrás e decidiu fazer uma séria ameaça ao presidente Joseph Blatter.

“A Uefa tinha a intenção de propor um boicote, mas o problema foi o seguinte: ela não foi apoiada por nenhuma outra confederação. Decidiram, então, participar da eleição e fez dois alertas. O primeiro, um pedido para que todos votem no príncipe Ali bin Hussein. O segundo, um alerta do Platini que diz o seguinte: se Blatter vencer, a relação da Uefa com a Fifa será repensada. E foi muito claro: todas as opções estão sob a mesa, inclusive não participar de eventos Fifa. O que significam eventos Fifa? Copa do Mundo. Essa é a maior ameaça feita para Fifa por uma entidade, nesse caso, uma entidade que é um dos pilares da Fifa. O resultado disso tudo, ninguém pode prever”, afirmou Jamil Chade.

O jornalista destacou ainda que Blatter conta com muitos seguidores que o defendem, mas que a ameaça da Uefa pode ter importantes consequências: “eu não diria que é tão plena (a chance de Blatter se reeleger) como antes do escândalo começar. Mas certamente ele ainda tem muito poder. Hoje o presidente da Federação de Guiné disse que é uma blasfêmia falar de Blatter. Ele tem sim seus aliados que não medem palavras para falar do ‘grande líder’”, afirmou.

“O Platini falou que foi até Blatter e solicitou que ele pedisse demissão do cargo e Blatter negou dizendo que era tarde demais. É uma grande crise que a Fifa vive, mas que pela primeira vez pode ter um impacto real. Eu particularmente acredito que é impossível que seleções como Alemanha, França, Espanha, digam ‘não quero participar de uma Copa do Mundo’, mas a mera ameaça de um cisma da Fifa pode ser um ponto de virada na entidade”, completou Chade.