Joana Havelange sobre protestos: “o que tinha para ser roubado, já foi”

  • Por Jovem Pan
  • 27/05/2014 16h34

Diretora do COL afirmou que o que tinha para ser roubadoJoana Havelange e Del Nero criticam manifestações contra Copa

A onda de protestos contra a Copa do Mundo promete ficar cada vez maior com a proximidade do início do evento. Após cerca de 200 professores terem colado adesivos no ônibus da Seleção Brasileira na última segunda, Joana Havelange, diretora do Comitê Organizador Local (COL) e o presidente eleito da CBF Marco Polo Del Nero se mostraram contrários aos atos contra a realização do Mundial.

A filha de Ricardo Teixeira e neta de João Havelange disse apoiar os protestos, mas que eles ocorram nas urnas, durante as eleições deste ano.

“Não apoio, não compartilho e não vestirei preto em dia nenhum de jogo do Mundial. Quero que a Copa aconteça da melhor forma. Não vou torcer contra, até porque o que tinha que ser gasto, roubado, já foi. Se fosse para protestar, que tivesse sido feito antes. Eu quero mais é que quem chegue de fora, veja um Brasil que sabe receber, que sabe ser gentil. Quero que quem chegue, queira voltar. Quero ver um Brasil lindo. Meu protesto contra a Copa será nas eleições. Outra coisa, destruir o que temos hoje, não mudará o que será feito amanhã”, escreveu Havelange em seu Instagram.

Já Del Nero utilizou o seu Twitter para criticar a manifestação dos professores durante a chegada dos jogadores do Brasil em Teresópolis, na Granja Comary.

“O professor reclama de seu salário. Acho que o educador deve ter o mesmo salário de uma autoridade pública. Mas o que a Copa tem a ver?”, questionou.