Joaquim Grava comenta evolução física de R. Augusto: “nunca jogou nesse nível”

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2016 11h36
durante o treino desta manha na Arena Corinthians, zona leste da cidade. O proximo jogo do time sera amanha, domingo, dia 31/05, contra o Palmeiras/SP na Arena Corinthians, valido pela 4a. rodada do Campeonato Brasileiro de 2015. Juiz: Vinicius Goncalves Dias Araujo - Sao Paulo / SP - Brasil - 30/05/2015. Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. CorinthiansTratado no Corinthians

A estrutura do Corinthians é elogiada no Brasil e no mundo, e o trabalho diferenciado feito no clube garantiu uma temporada com poucas lesões de seus jogadores em 2015. Para o consultor médico do Timão, Dr. Joaquim Grava, toda a “retaguarda” instalada no CT do clube é fundamental para que os bons resultados aconteçam.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Dr. Joaquim Grava destacou o laboratório de biomecânica corintiano, destacou a integração entre departamentos no clube e usou Renato Augusto como exemplo de sucesso da parte médica e física do Timão. Para o consultor médico.

“Foi bem abaixo da média (o número de lesões no Corinthians em 2015). Isso se dá pelo CT que fizemos que tem todo tipo de retaguarda que o futebol precisa, em especial nosso laboratório. É um laboratório de biomecânica, onde você faz um estudo dos gestos dos jogadores:  o modo como ele chuta, como salta, como arranca, uma série de movimentos. Com esse laboratório, temos um perfil de cada jogador e na hora do treinamento você consegue fazer com que tenha a prevenção de lesão. Com isso você consegue utilizar toda a musculatura e diminui muito número de lesões”, explicou o médico alvinegro.

“O laboratório nenhum clube tem, só o Corinthians. Mas existem os centros de treinamentos que são fundamentais para as equipes. No mundo hoje, temos três laboratórios hoje na prática do futebol: no Arsenal, no Porto e no Corinthians. E fora isso temos também nossa fisioterapia, que era chefiada pelo Bruno, que infelizmente se foi, mas temos vários fisioterapeutas, todos com sua responsabilidade”, comentou Dr. Joaquim.

Marcado por sofrer com inúmeras lesões em sua passagem pelo futebol europeu, Renato Augusto se afastou as contusões no Corinthians e recuperou seu grande futebol com a camisa alvinegra. Para Grava, o camisa 8 é um grande exemplo de sucesso do trabalho feito no Timão e o bom desempenho dentro de campo se deve ao trabalho específico feito no clube.

“Bate-se muito na tecla das lesões do Renato. As lesões que ele tinha lá foram eram musculares. Ele tinha um problema no joelho de moderada a grave, uma lesão de cartilagem. E toda solicitação de exercício ele sentia o músculo, então fizemos uma cirurgia que foi até contestada pela imprensa pela demora, e a partir dessa cirurgia foi feita uma programação e recuperação muito bem feito em que o laboratório foi de grande importância, os fisioterapeutas foram importantes. E só deixamos o Renato jogador a partir do momento em que estivesse com toda a musculatura recuperada. Isso foi importantíssimo porque o Renato nunca tinha jogado nesse nível”, disse o médico.