Juary, ex-Santos, explica diferenças do futebol de hoje: “só pensam em brigar”
Neste domingo (8), Juary, um dos destaques da primeira geração dos Meninos da Vila, em entrevista à Jovem Pan, falou sobre como o futebol é abordado dentro e fora de campo.
O ex-camisa 9 ficou conhecido por sua tradicional comemoração em que corria em volta da bandeirinha após balançar as redes adversárias e ele comentou se seria mal interpretado caso fizesse esse tipo de celebração hoje em dia: “Acho que a primeira coisa, hoje existe uma rivalidade muito grande, o futebol não é mais aquele de antigamente. Antes era uma reunião de amigos, antes tinha a coisa de tirar uma onda com a cara do vizinho que perdia o jogo e sabia que na segunda-feira não poderia sair na rua pela gozação. Hoje em dia, não. Só pensam em brigar, matar e fazer coisas erradas.”
No ano seguinte do título do Paulistão, Juary começou a sua aventura na exterior, por onde passou por clubes como o Universidad Guadalajara, do México, Avellino, Internazionale, Ascoli e Cremonese, na Itália, e Porto, em Portugal, onde foi o autor do gol que deu ao clube português o título da Champions League, diante do Bayern de Munique.
Sobre a sua experiência no exterior, o ex-jogador comentou que foi muito importante para o seu amadurecimento: “Fiquei cinco anos na primeira vez, cinco em Portugal e agora fiquei 8 anos na Itália nessa segunda experiência. Aprendi demais, em todos aspectos, como jogador na época, como homem e pessoa. Não foi fácil, tive vários altos e baixos, como em toda parte do mundo. Mas uma coisa eu digo, foi uma experiência extraordinária como terremoto, que eu nunca imaginei que passaria na vida.” – relatou o ex-santista.
Atualmente, Juary está desenvolvendo um projeto no Santos e visita as escolinhas do Santos para conversar e passar a sua vivência para os pequenos jogadores:
“Eu estou começando um projeto com o pessoal das escolinhas de futebol dos meninos da vila onde juntamente com o João Paulo, Lima, Nenê e o Guilherme estamos visitando as unidades para passar alguma coisa para as crianças. Vamos trabalhar no sentido de tentar mudar o estilo de treino, porque hoje estão muito preocupados em marcar e defender, acontece que se continuar assim não vamos ter mesmo condição para os atacantes.”
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