Julgamento de Pistorius é retomado após recesso de quase 3 semanas

  • Por Agencia EFE
  • 05/05/2014 06h18

O atleta sulafricano é acusado de assassinar a sua noiva Reeva Steenkamp

Julgamento de Pistorius é retomado após recesso de quase três semanas

O julgamento de Oscar Pistorius pelo assassinato de sua noiva, a modelo Reeva Steenkamp, foi retomado nesta segunda-feira no Tribunal Superior de Pretória, após um recesso de quase três semanas solicitado pela Promotoria, e que a juíza Thokozile Masipa concedeu no dia 16 de abril.

As vistas foram retomadas com o testemunho de Johan Stander, vizinho e amigo de Pistorius, além de administrador do complexo onde vive o atleta e uma das primeiras pessoas para quem o acusado ligou após matar a tiros Steenkamp, em sua casa de Pretória.

“Por favor, Johan, por favor, venha a minha casa. Atirei em Reeva. Pensei que era um intruso”, disse Pistorius a Stander – testemunha da Promotoria – quando lhe chamou pelo telefone pouco depois das três da madrugada na noite do crime.

Respondendo a um dos advogados de Pistorius, Kenny Oldwage, Stander relatou como ao chegar à casa viu o velocista descer as escadas com sua namorada ferida em braços.

“Chorava muito, sofria, e nos pediu que a ajudássemos”, lembrou a testemunha – que foi à casa de Pistorius acompanhado de sua filha – sobre a atitude do atleta.

Segundo sua versão, o vizinho de Pistorius e médico Johan Stipp – que já declarou no julgamento a pedido da Promotoria – chegou também ao local, e o próprio Stander chamou uma ambulância, que chegou minutos depois mas Steenkamp já estava morta.

O promotor, Gerrie Nel, acusa Oscar Pistorius do “assassinato premeditado” de sua companheira, de 29 anos, após uma suposta discussão, que várias testemunhas da acusação asseguram ter escutado.

Se for declarado culpado, Pistorius seria condenado à prisão perpétua.

Pistorius assegura que abriu fogo quatro vezes cheio de pânico, ao pensar que quem se estava no vaso sanitário não era Steenkamp, mas um intruso que se tinha invadido o imóvel.

O acusado explicou sua versão este mês de abril, durante quase uma semana de testemunho no qual, durante o interrogatório do promotor, se contradisse em várias ocasiões.

O desportista se transformou em Londres, em 2012, no primeiro atleta sem pernas a competir em Jogos Olímpicos.