Kaká fala sobre ida aos EUA, futebol brasileiro e planos para o futuro

  • Por Jovem Pan
  • 20/12/2014 16h47

O meia KakáKaká

Depois da despedida do São Paulo, clube pelo qual surgiu para o futebol e voltou na temporada 2014, Kaká traça os planos para o futuro. A caminho dos Estados Unidos, onde jogará pelo Orlando City, o meia falou com exclusividade para a rádio Jovem Pan sobre o que pretende fazer após se aposentar e fez uma avaliação do futebol brasileiro.

Aos 32 anos, o melhor do mundo em 2007 avalia que sua carreira está perto do fim e já pensa em seu futuro no Orlando City. “Tenho contrato de três anos, e eu estou sentido que depois disso é hora de parar. Então vou começar a pensar em alguma coisa e, se eu criar um vínculo com o Orlando, eu darei continuidade a um pós-carreira fora dos gramados, junto com o clube”, disse o brasileiro. Perguntado se encararia esse desafio em algum time no Brasil, Kaká disse o faria, se fosse pelo São Paulo.

Para o meia, o Tricolor está no caminho certo para seguir com um papel relevante no futebol brasileiro. “Na minha opinião o clube está bem encaminhado para conseguir títulos no ano que vem. A base vai ser mantida, e que os jogadores possam formar um grupo forte”, analisou. Ele disse não se considerar insubstituível. “De jeito nenhum. Nem eu, nem nenhum jogador no mundo, é insubstituível. Existem jogadores que têm um papel decisivo, mas, num esporte coletivo como o futebol, não acredito que alguém seja insubstituível”, afirmou.

Kaká ainda fez críticas ao futebol brasileiro como um todo. “Acredito que está parado, está estagnado. Aquilo que o Brasil conquistou, como o pentacampeonato, fez com que nós brasileiros nos acomodássemos”, avaliou. Para ele, o Campeonato Brasileiro é um dos mais competitivos do mundo, mas peca em outros aspectos. “Em termos de crescimento, de organização e de planejamento, ainda está devendo”.

Por fim, ele também falou de suas experiências com treinadores estrangeiros, e comparou esses treinadores com os brasileiros. “Não acho que sejam melhores do que os nossos. O que eu vejo é que o treinador europeu tem uma mentalidade mais aberta em relação ao aprendizado. Ele busca ver jogos dos outros campeonatos, ele acha que, mesmo se ganhar, tem sempre algo a aprender, algo a melhorar”, disse Kaká.