Leandro Castán fala sobre sua recuperação e planeja volta à Seleção

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2015 14h22
futebol

Recentemente, Leandro Castán passou pelo momento que ele mesmo define como o mais difícil de sua carreira. Campeão brasileiro e da Libertadores pelo Corinthians, o zagueiro da Roma, da Itália, teve de passar por uma cirurgia para a retirada de um cavernoma (espécie de má-formação) no cérebro. Em processo de recuperação, o jogador falou à rádio Jovem Pan sobre sua volta aos gramados, as características do futebol italiano e o desejo de ter novas chances na Seleção Brasileira.

“Já faz um mês desde que fiz a cirurgia, e graças a Deus estou bem. Ela serviu para corrigir um pequeno problema nas veias do cerebelo. Daqui um mês, ou um mês e meio, vou voltar a treinar forte e jogar”, disse Castán. Desde setembro sem atuar, o zagueiro contou como descobriu o problema. “Eu estava em casa, com a família, e senti uma tontura. Fui dormir e acordei com o mesmo sintoma. Fiz, então, uma ressonância magnética, onde começaram a identificar o cavernoma”. Sobre a atuação da Roma durante o período, só há palavras de agradecimento. “Não tenho palavras para agradecer. Me deram todo o apoio, e agora sou ainda mais apaixonado pelo clube. Nunca vou esquecer do que fizeram por mim”.

Aos 28 anos, e desde 2012 atuando pela equipe da capital italiana, Leandro Castán diz ter evoluído como jogador. “Tenho certeza que melhorei e aprendi muito. O futebol italiano, para um zagueiro, é muito bom porque os melhores zagueiros do mundo saíram dali”, analisa. Segundo ele, a principal diferença entre os estilos de jogo europeu e brasileiro é a parte tática. “Aqui trabalham muito mais essa parte. Quando você vai para fora percebe a diferença: na Europa o futebol é muito mais rápido, com mais contato físico, e é mais desenvolvido. A mentalidade dos jogadores também é diferente, todos ouvem o que o treinador fala, enquanto no Brasil se destaca a individualidade”.

Sobre o calendário do futebol brasileiro, constantemente criticado por jogadores, técnicos e jornalistas, o ex-corintiano acredita que o excesso de jogos não é a pior característica. “O problema é que no Brasil você vai para a concentração dois dias antes do jogo, e quando joga duas vezes por semana nem vê a família, o que cansa o jogador. Aqui na Europa o treinador confia nos seus jogadores, e cada um tem sua responsabilidade. Se sair da linha e jogar mal, vai ter de responder por isso”, disse Castán.

Convocado duas vezes por Mano Menezes para defender a Seleção Brasileira e uma vez por Felipão, Leandro Castán espera novas oportunidades assim que recuperar o ritmo de jogo. “Infelizmente não tive mais oportunidades com o Felipão, mas não sou um cara de reclamar. Ainda sonho com a Seleção e vou trabalhar mais forte ainda para ter essa chance novamente”, projeta o zagueiro, que diz ter aprendido com o período de afastamento dos gramados. “Todo esse tempo que eu fiquei de fora serviu para eu aprender ainda mais e tenho certeza de que vou voltar ainda melhor do que antes”.

Ouça a entrevista com Leandro Castán na íntegra.