Liga da Espanha entra com ação contra jogadores por convocar greve “ilegal”

  • Por Agência EFE
  • 08/05/2015 15h07

A Liga Espanhola de Futebol (LPF) declarou que a greve de jogadores é ilegal

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O presidente da Liga de Futebol Profissional da Espanha (LFP), Javier Tebas, entidade responsável pelas duas primeiras divisões do Campeonato Espanhol, entrou nesta sexta-feira com uma ação contra a Associação de Jogadores Espanhóis (AFE) por considerar que a greve convocada pela entidade é “ilegal”.

“O processo contra o sindicato é porque a greve é ilegal. Não descumprimos nada para que eles façam uma paralisação”, disse Tebas após apresentar a ação, que deve ser julgada pelo Tribunal Social da Audiência Nacional do país.

O presidente da LFP insistiu que a discussão não envolve “direitos trabalhistas” e chamou o movimento de “fraude”, por ter sido proposta em parceira com a Federação Espanhola de Futebol (FREF), que decidiu suspender de forma indefinida as competições no país a partir do próximo dia 16.

A LFP também entrou com recurso contra medida da FREF, que deverá ser analisada no Tribunal Administrativo do Esporte (TAD).

“Pedimos a suspensão cautelar das decisões da comissão da Federação e também que isso tramite com a máxima urgência possível”, afirmou Tebas sobre a paralisação geral, defendida também pelas associações de árbitros e treinadores.

O presidente da LFP disse desconhecer se o Campeonato Espanhol será encerrado após a disputa da rodada do próximo final de semana, porque a decisão cabe à RFEF.

No entanto, anunciou a disposição da entidade em realizar as partidas pendentes em julho, “depois dos compromissos da seleção e sem os jogadores que participarão da Copa América”.

“A federação é quem decide quando terminam os campeonatos. Eles que causaram essa confusão. Eles e o sindicato. Imagino que tenham avaliado os efeitos da decisão que tomaram”, acrescentou, avaliando que cada rodada não realizada causará prejuízo de 50 milhões de euros.

Tebas afirmou que pediu ontem uma reunião de urgência com a comissão responsável pelo convênio de coordenação com os clubes têm assinado com a RFEF, embora ainda não tenha tido resposta.