Löw exalta evolução do futebol alemão e garante: “Argentina não é só Messi”

  • Por Agencia EFE
  • 12/07/2014 18h16

Joachim Löw classificou o Brasil como um grande adversário

AFP Joachim Löw fala do Brasil

O técnico da Alemanha, Joachim Löw, rejeitou definir como fracasso uma possível derrota para a Argentina na final da Copa do Mundo e acredita que, independente do resultado do duelo de domingo (13), o futuro do futebol germânico está garantido.

“Para mim (a final) não é o meu maior desafio. Todo jogo eliminatório é importante, você tem que ganhar para avançar. Acredito que o nosso time amadureceu nos últimos meses e durante esta competição. Mostramos o que podemos fazer. Mesmo que sejamos derrotados, o que eu não acho que vai acontecer, o futebol alemão tem futuro. Se eles vencerem, nada vai acabar. Os atletas que estão na equipe têm futuro. Outros jovens que não puderam estar aqui também terão suas chances, como Gundogan e Reus” resumiu o técnico, em entrevista coletiva, realizada no Rio de Janeiro.

Alemanha e Argentina se reencontram quatro anos após a África do Sul. Naquela ocasião, a equipe de Löw goleou o adversário por 4 a 0 nas quartas de final.

“Não tenho medo porque sei que será um duelo entre duas equipes que se conhecem. Argentina já fez ótimas apresentações, com o time organizado e compacto. Eles estão mais organizados que em 2010”, destacou Joachim Löw.

O técnico alemão garantiu que a Argentina não é só Lionel Messi, mas admitiu o protagonismo do camisa 10 do Barcelona e garantiu que sua equipe está preparada para o jogo de domingo.

“Esta equipe não é só Messi. Eles têm diversos jogadores como Di María, Higuaín, Agüero. É verdade que Messi pode decidir um jogo sozinho. Mas esta equipe é organizada e é isso que eles demonstram nesta Copa do Mundo. Vai ter muita luta. Temos a autoconfiança necessária e sabemos a força da Argentina. Respeitamos o adversário, mas se jogarmos com nossa capacidade máxima podemos vencer”, garantiu.

O técnico da Alemanha destacou a evolução do seu rival durante o torneio, principalmente a força defensiva do adversário.

“Vimos que a Argentina mudou algumas coisas durante a Copa. Argentina pode jogar com diversos esquemas. Com pressão no campo de ataque para depois atacar. A outra opção deles é ficar na defesa e sair em velocidade. Eles têm uma grande defesa e, do meio de campo para frente, têm homens capazes de fazer a transição rápida. Eles podem ser estáveis com 8 ou 9 jogadores atrás e depois contra-atacar com velocidade. Ou sair desde o princípio para o ataque”, indicou.

A equipe alemã mudou seu estilo de futebol com Löw no comando. Eles optaram por ter a posse de bola, abdicando da força física que era a marca das gerações passadas. O técnico reconheceu que a Alemanha adquiriu conceitos de outras escolas de futebol.

“Analisamos o futebol internacional. Nós sempre tentamos aprender de outras escolas: da América do Sul e da Europa. A Holanda tem jogadores maravilhosos. Fazem o uso extraordinário do espaço. Nas gerações passadas, os holandeses têm tido os melhores jogadores do mundo. Além disso, os técnicos apresentam rendimento incrível também”, reconheceu.

Joachim Löw assumiu que, no percurso até a final, passou por maus momentos na competição. Segundo ele, é “impossível” jogar bem em todos os jogos de uma Copa do Mundo. A Argentina também teve dificuldades. Nas semifinais, precisou dos pênaltis para eliminar a Holanda.

“Ninguém avançou neste torneio só com vitórias maravilhosas. Sempre é preciso lutar a cada jogo e resolver contratempos. Isso aconteceu contra a Argélia, o que é normal em uma competição como essa. Não acho que nenhum campeão do mundo tenha jogado bem todos os jogos”, lembrou.

Löw não quer definir o título na disputa de pênaltis. Mesmo assim, ele afirma que sua equipe está preparada, caso isso seja necessário.

“Queremos decidir antes porque uma disputa por pênaltis depende de muitas coisas. O jogador que vai bater tem uma pressão adicional, assim como os goleiros. Mas todos se preparam para uma possível disputa. Não se pode dizer que um jogador sempre vai bater no mesmo lado. Nós analisamos. Mas na hora nunca se sabe o que vai acontecer”, concluiu.

A Alemanha pode se transformar na primeira equipe da Europa a ganhar uma Copa na América do Sul, mas o técnico não dá muita atenção para esse fato.

“Isto é secundário. A única coisa que importa é ganhar. No passado não vencemos porque os latino-americanos conseguiram dominar. Isso seria uma alegria extra.