Magrão, ex-Palmeiras e Corinthians, se aposenta após ser pego em antidoping

  • Por Jovem Pan
  • 15/05/2015 20h38
Reprodução Magrão

O volante Magrão já viveu bons momentos no futebol brasileiro, jogou em Palmeiras, Corinthians e Internacional, além da Seleção. Entretanto, sua carreira chega ao fim de uma maneira bem menos feliz. O jogador anunciou, nesta sexta-feira (15), em seu perfil no Instagram, sua aposentadoria.

Atualmente no Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul, Magrão foi condenado a 30 dias sem jogar por ter sido pego em exame antidoping. Segundo ele, as substâncias proibidas foram ingeridas para tratar de um câncer nos testículos, descoberto em 2012 e revelado ao público em abril deste ano.

“Obrigado a todos os jogadores dos clubes que passei e todos os adversários por terem me aguentando. Sim, eu sei que era muito chato. Reconheço que não era fácil! Obrigado dirigentes que acreditaram em mim quando me contrataram!! E obrigado a todos os torcedores, razão de tudo, afinal sempre quis ser um torcedor em campo!”, escreveu o ex-volante. “Obrigado Deus!! THE END!!”, completou.

Magrão foi revelado pelo São Caetano, onde teve duas passagens e foi campeão do Paulistão das séries A2 e A3, além de vice-campeão brasileiro em 2000. Chegou ao Palmeiras em 2000, onde participou da campanha do título da Série B de 2003. Após uma passagem pelo Japão, voltou ao Brasil para jogar no Corinthians, causando furor nos palmeirenses, que o consideravam um ídolo por sua entrega em campo e declarações de amor ao clube.

Jogou também pelo Internacional, nos Emirados Árabes, Náutico e América-MG, antes de chegar ao Novo Hamburgo em 2015. Confira a mensagem em que Magrão comunicou sua apostadoria.

“Quando criança sonhei um dia em ser jogador de futebol. Sonhei viver uma vida diferente, sonhei e acreditei que não seria estatística, sonhei e acreditei que tudo seria diferente e que a bola era a única arma que tinha para me defender e para atacar, para sonhar e acreditar!!! Eu sonhava com um futuro melhor, diferente do meu passado e do meu presente naqueles tempos. Desta forma, sonhando e acreditando, chorando cada vez que era dispensado de uma peneira, chorando cada vez que meu sonho ia ficando distante, lutando contra tudo,  que cheguei aonde queria. Dei a volta no mundo, conhecendo culturas e religiões, pessoas com hábitos e costumes diferentes. Meu começo foi no São Caetano; no Palmeiras, minha afirmação e toda minha gratidão. Com a Seleção Brasileira, tive a honra de defender meu país, cantar o Hino Nacional numa emoção que não há como descrever em palavras. No Yokohama Marinos, do Japão, dificuldades e aprendizado. O Corinthians, o sonho de criança. No Internacional, um amor recíproco e hoje minha paixão. Nos Emirados Árabes, orgulho por ser respeitado, dos títulos e amigos do Al Whada e Dubai Club. No America-MG, a lesão mais grave da minha carreira, com todo suporte necessário. Por fim, Novo Hamburgo, sinônimo de amizade.

Obrigado primeiro a Deus por me proporcionar tudo isso!

Obrigado treinadores, que na maioria das vezes foram professores e grandes mestres.

Obrigado a todos os jogadores dos clubes que passei e todos os adversários por terem me aguentando. Sim, eu sei que era muito chato. Reconheço que não era fácil!

Obrigado dirigentes que acreditaram em mim quando me contrataram!!

E obrigado a todos os torcedores, razão de tudo, afinal sempre quis ser um torcedor em campo!

Obrigado a todos meus familiares!

E foi assim, passando pelo Beira-Rio, Pacaembu, Morumbi e tantos outros estádios pelo mundo que aprendi. Mas, como tudo na vida tem o começo, tem também o seu FIM!!! O brilhante jornalista Diogo Olivier disse recentemente assim a meu respeito: “Magrão, Ex-favelado; Paulista mas Gaúcho; Corinthiano mas Colorado, Maloqueiro, Guerreiro”. É esta a minha definição mais que perfeita.

Obrigado Deus!! THE END!!”