Médico confirma volta de sobreviventes do desastre da Chape para esta semana

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2016 14h04
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COL - FUTEBOL/CHAPECOENSE/TRAGÉDIA/SOBREVIVENTES - ESPORTES - Fachada do Hospital San Vicente, em Rio Negro, na Colômbia, onde estão internados os sobreviventes brasileiros do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, neste sábado (3). Estão internados na UTI o lateral Alan Ruschel, o zagueiro Neto, o goleiro Follmann e o jornalista Rafael Henzel. 03/12/2016 - Foto: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO Sobreviventes da tragédia aérea da Chapecoense estão internadas no Hospital San Vicente

Em entrevista exclusiva no Plantão de Domingo da Jovem Pan, o médico Edson Stakonski que acompanha os sobreviventes do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense em Medellín, na Colômbia, confirmou que os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e o jornalista Rafael Henzel devem voltar ao Brasil esta semana. O zagueiro Neto, outro sobrevivente, é o que aspira maior cuidado, mas seu quadro clínico é estável.

“Estamos conversando com a FAB (Força Aérea Brasileira) para ver como vamos levar os jogadores e o jornalista para o Brasil. Estamos com algumas estratégias para realizar a transferência, mas não sabemos ainda se eles vão juntos, ou se vai um de cada vez. Essa definição deve acontecer nas próximas horas”, disse Stakonski.

Em relação ao Neto, o médico da Chapecoense afirmou que o zagueiro está respirando sozinho e seu quadro vem melhorando nos últimos dias. “Estamos mais tranquilos agora, mas temos que ficar atentos ao seu quadro pulmonar. Ele terá que ficar mais alguns dias aqui para depois pensarmos em removê-lo do hospital”, completou.

Neste domingo, notícias deram conta que Neto ainda não sabe da tragédia e pergunta sobre o jogo contra o Atlético Nacional que acabou não sendo realizado. Stakonski disse que o assunto não está sendo tratado com o zagueiro ainda: “É um trauma, uma ferida que a gente não pode cutucar. Quando ele estiver melhor, vamos abordar esse assunto”.

Stakonski relatou a Jovem Pan que ainda não conseguir dimensionar o impacto da tragédia. O médico se deslocou para a Colômbia no dia seguinte à tragédia e desde então vem acompanhando de perto e participando de todos os procedimentos médicos com os sobreviventes do acidente aéreo.

“Está sendo um aprendizado muito grande, como pessoa e como médico, mas ainda não consegui assimilar toda essa tragédia. Só quando chegar em casa vou poder pensar nisso. Não tem lógica como eles se salvaram nessa tragédia. Eles tem uma missão na vida para cumprir ainda. É algo maior”, disse.

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