Médico contradiz Micale e diz que altitude já não é “fantasma” para seleções

  • Por EFE
  • 02/02/2017 14h58

Micale afirmou que Seleção foi prejudicada pela altitude após empate com o Equador no Sub-20

Micale afirmou que Seleção foi prejudicada pela altitude após empate com o Equador no Sub-20

Os jogadores que disputam a fase final do Campeonato Sul-Americano sub-20, em Quito, já estão adaptados a altitude de mais de 2.800 metros da cidade, disse nesta quinta-feira o médico Óscar Concha, diretor do curso de pós-graduação em medicina esportiva da Universidad Católica do Equador.

“Neste momento, a altitude já não constitui uma limitação diferencial para o rendimento físico entre as seleções”, afirmou o especialista à Agência Efe.

De acordo com Concha, a disputa de jogos de primeira fase em Riobamba, Ambato e Ibarra, todas a mais de 2 mil metros acima do nível do mar, já serviu como um período de adaptação para os países que avançaram ao hexagonal, que define três classificados ao Mundial da categoria.

“Não existe mais diferença fisiológica que estabeleça uma superioridade ou vantagem para o jogador que vive em região de altitude”, explicou o médico.

A afirmação bate de frente com a queixa do técnico da Seleção Brasileira, Rogério Micale, que, depois do empate com o Equador em 2 a 2, na primeira rodada do hexagonal, garantiu que os comandados sentiram o efeito dos 2.800 metros de Quito.

“Tínhamos o jogo controlados, mas, depois, nos desequilibramos. É o peso da adaptação à altitude. Contra o time da casa, que está acostumado a jogar aqui, a tendência é sentir mais”, disse o campeão olímpico no Rio de Janeiro.

Contra os equatorianos, o Brasil chegou a abrir dois gols de frente, com menos de 25 minutos do primeiro tempo. Na etapa complementar, no entanto, os anfitriões reagiram, conseguindo alcançar a igualdade.

A Seleção volta a campo nesta quinta-feira, no Estádio Olímpico Atahualpa, para enfrentar o Uruguai, único que saiu vencedor na primeira rodada e que lidera a fase final isoladamente.