Ministro dos Esportes lamenta briga nos tribuinais por vaga na Série A

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2014 17h20

Aldo Rebelo afirma que ministério tem atuado em apoio ao Bom Senso

Aldo Rebelo afirma que ministério tem atuado em apoio ao Bom Senso

A polêmica do “tapetão” e de quem disputará a Série A em 2014 parece não ter fim. Em entrevista exclusiva à Rádio Jovem Pan, o Ministro dos Esportes Aldo Rebelo lamentou que “nem sempre seja possível” resolver todas as questões do futebol brasileiro dentro de campo. Questionado sobre como o ministério pode ajudar na resolução desse impasse, ele se viu “sem muito poder de interferência nesses casos”. Por enquanto, o Fluminense disputará a primeira divisão neste ano, enquanto a Portuguesa amargará a Série B.

Torcedores de Portuguesa e Fluminense seguem batalhando nos tribunais para verem seus times na primeira divisão. O caso, no entanto, não tem previsão de ser solucionado. Rebelo vê os acontecimentos como algo a que o país está acostumado. “Há uma tradição no país de os tribunais de justiça decidirem as controvérsias relacionadas aos jogos de futebol. Acho que é melhor que tudo seja resolvido dentro de campo, mas parece que no Brasil nem sempre isso é possível”, disse.

Questionado sobre o poder do Ministério dos Esportes para ajudar a solucionar o caso, Rebelo praticamente se eximiu. “Os torneios são iniciativas do mundo privado. Os clubes e as entidades pertencem ao direito privado e o governo ficou sem muita opção e inteferência nesses casos. Por um lado é bom, mas por outro, poderia caber ao Estado um poder maior. Infelizmente, a legislação não nos permite qualquer tipo de interferência que não seja conversar com as partes envolvidas em busca de uma solução que resolva o impasse”, lamentou.

O Ministro preferiu não opinar sobre qual será o desfecho do caso envolvendo Fluminense e Portuguesa. “Espero sempre o cumprimento das regras e do que está pré-estabelecido. Isso é sempre o melhor para a respeitabilidade do futebol”, finalizou.

Ouça entrevista completa com o repórter Luis Carlos Quartarollo no áudio acima.