Na despedida de Rogério Ceni, ex-colegas usam palavras para definir o M1to

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2015 17h54
Paulo Autuori

Rogério Ceni está se despedindo do futebol nesta sexta-feira (11). Em amistoso no Morumbi com a participação de campeões mundiais com o São Paulo nos anos 1990 e em 2005, o goleiro será o personagem principal de uma festa com tom triste para os são-paulinos.

Para confortar o coração dos torcedores, separamos alguns dos personagens da carreira de Rogério e da história do São Paulo que estão presentes na despedida sobre como foi ter trabalhado com o M1to.

Paulo Autuori, técnico campeão da Libertadores do Mundial de Clubes em 2005:

“Para mim, como treinador, é importante chegar ao fim da carreira tendo trabalhado com um profissional e uma pessoa como o Rogério. E depois, o fato de, nos dias de hoje, um jogador começar e terminar a carreira no mesmo clube já significa muita coisa significa tudo, não precisa falar mais nada. Eu desejo que ele permaneça no futebol, porque o futebol não pode prescindir de uma pessoa e um profissional como ele, e continue a ganhar coisas, como foi em sua carreira de atleta. A minha mensagem é que o futebol precisa dele e que ele continue ajudando o futebol a crescer.”

Thiago Ribeiro, atacante campeão mundial em 2005 e brasileiro em 2006:

“Foram momentos muito bons ao longo dos quase dois anos que eu joguei com o Rogério no São Paulo, campeão do mundo, campeão brasileiro. Mas o momento mais marcante do Rogério para mim foi no jogo contra o Liverpool, em que ele fez várias defesas importantes. Foi um jogo muito difícil, onde sofremos uma pressão muito grande, e o Rogério fez pelo menos três ou quatro defesas que valeram um gol. Na minha cabeça é a melhor memória que eu tenho do tempo que joguei com ele e com certeza também o maior título da carreira e também nossa.”

Renan, volante revelado pelo São Paulo em 2004 e campeão em 2005:

“O Rogério é simplesmente o maior ídolo da história do clube, é o jogador que mais vestiu a camisa do clube, que mais ganhou títulos pelo clube. Então, sem dúvida nenhuma, é o maior ídolo da história. Eu tive o prazer, a honra e a sorte de ter iniciado minha carreira como profissional estando do lado de um cara como ele, que me ajudou muito nesse processo. A transição amador-profissional é muito difícil, pode parecer que não, mas é muito difícil, e o Rogério me ajudou muito. É por isso que, acima de tudo, ele é meu exemplo, um cara que sempre foi exemplo de liderança e profissionalismo. Eu me orgulho muito de ter um dia trabalhado ao lado dele.”

* Colaborou Rafael Souto, do site Futebol nas 4 Linhas