Nacional faz 1 a 0, mas River reage e empata na ida da final da Sul-Americana

  • Por Agencia EFE
  • 04/12/2014 00h30

Clube argentino precisa de uma vitória simples para se sagrar campeão

Nacional faz 1 a 0

Nacional de Medellín e River Plate tiveram uma etapa de superioridade cada no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, nesta quarta-feira, na Colômbia, e ficaram no empate em 1 a 1, deixando a definição do título aberta para a próxima semana.

Empurrado pela torcida no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, e escalado num esquema que prioriza o ataque, o Nacional, algoz do São Paulo nas semifinais, dominou o primeiro tempo, fez 1 a 0, com gol de Berrío, e só não aumentou a vantagem devido à boa atuação do goleiro adversário, Marcelo Barovero. Na etapa final, porém, o River cresceu e buscou a igualdade graças a ótimo chute de longe de Pisculichi.

Como vem acontecendo nas finais de competições da Conmebol, a decisão do torneio continental não tem o critério de desempate do gol marcado fora de casa. Com isso, uma nova igualdade na próxima quarta, no Monumental de Nuñez, levará à prorrogação e, se necessário, a pênaltis. Se houve um vencedor no tempo normal, este levantará o troféu.

A partida teve arbitragem brasileira. O mineiro Ricardo Marques Ribeiro apitou e teve como auxiliares os paulistas Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse.

O técnico do Nacional, Juan Carlos Osorio teve todos os jogadores à disposição e optou por um esquema ofensivo, com três atacantes, como fez quando jogou em casa contra o São Paulo. No River, a ausência do lateral-direito Mercado, suspenso, levou Marcelo Gallardo a escalar o jovem Mammana, de apenas 18 anos.

Escalado no 4-3-3, o time da casa tomou a iniciativa e já teve uma boa chance de gol logo aos cinco minutos de bola rolando. Cardona cobrou falta da entrada da área, a bola quicou e traiu o goleiro Barovero, batendo na trave. Cinco minutos depois, Ruiz recebeu cruzamento livre, mas não alcançou.

O Nacional não deixava o River respirar, mas não conseguia uma boa finalização, como a dos instantes iniciais. Sem espaço para entrar na área, Copete arriscou de longe, mas a bola desviou em Mammana e saiu em escanteio, aos 21 minutos. Pouco em seguida, aos 25, o centroavante saiu da área, foi à ponta e cruzou rasteiro buscando Ruiz, mas Funes Mori se antecipou e cortou de carrinho.

No único contra-ataque que conseguiu emplacar um contra-ataque, o time visitante ficou a centímetros de sair na frente. Aos 32, Vangioni ganhou pela esquerda, tirou da marcação e finalizou cruzado. O goleiro Armani não desviou, Gutiérrez também não alcançou e a bola raspou o pé da trave.

Mas a resposta do Nacional foi dada dois minutos depois, e foi certeira. Cardona descolou ótimo lançamento por baixo nas costas de Vangioni, Berrío entrou na área e encheu o pé. Barovero, que fez boa partida de uma forma geral, se ajoelhou no estilo Rogério Ceni e não defendeu.

O gol animou a equipe anfitriã, que se lançou ao ataque, e o próprio Berrío poderia ter feito 2 a 0 aos 37. O meia aproveitou passe errado de Ponzio e soltou mais uma bomba, mas desta vez o arqueiro argentino trabalhou bem.

O jogo era bastante favorável ao Nacional, mas o time colombiano perdeu qualidade no meio-campo minutos antes do intervalo. Bernal sentiu a coxa esquerda e teve que ser substituído por Guerra.

O River voltou melhor do intervalo e levou perigo logo aos três minutos. Gutiérrez cruzou, Sánchez emendou de primeira e Armani fez grande intervenção. Logo a seguir, aos cinco, Pisculichi bateu falta com força, e o goleiro pegou mais uma.

Acuado em um primeiro momento, o Nacional encaixou um bom ataque pela direita, aos 18 minutos. Berrío cruzou à meia altura, Pérez, que entrara na vaga de Copete, acertou um lindo peixinho e carimbou o travessão.

O momento, porém, era mesmo do River, e o empate aconteceu aos 22. Pisculichi mandou mais uma bomba de fora da área para cima de Armani, que até tocou na bola, mas caiu com certo atraso e não evitou a igualdade.

Depois disso, o jogo ficou lá e cá, com os dois times criando. Aos 26 minutos, Carovero saiu mal na cobrança de escanteio e Berrío cabeceou perto da trave esquerda. Um minuto depois, Rojas fez o chuveirinho na infração e Funes Mori cabeceou perigosamente por cima.

Embora estivessem dispostas a continuar atacando para tentarem obter a vitória, as duas equipes acusaram o cansaço do final de temporada, e as chances de gol rarearam. No último bom chute, aos 34 minutos, Carmona cobrou falta com efeito e mandou por cima da meta.

Ficha técnica:

Nacional de Medellín: Armani; Bocanegra, Henríquez, Murillo e Díaz; Mejía, Bernal (Guerra) e Cardona; Berrío (Guisao), Ruiz e Copete (Pérez). Técnico: Juan Carlos Osorio

River Plate: Barovero; Mammana (Solari), Pezzella, Ramiro Funes Mori e Vangioni; Sánchez, Ponzio, Rojas e Pisculichi (Kranevitter); Mora (Cavenaghi) e Gutiérrez. Técnico: Marcelo Gallardo

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse

Cartões amarelos: Pezzella e Gutiérrez (River Plate)

Gols: Berrío (Nacional de Medellín); Pisculichi (River Plate)

Estádio: Atanasio Girardot, em Medellín (Colômbia).