Não é só alegria: as decepções e os vexames que mancharam os 105 anos de história do Corinthians

  • Por Jovem Pan
  • 31/08/2015 20h38
Montagem sobre Folhapress e EFE Em sua história vitoriosa

Nem só de vitórias e momentos gloriosos se faz a história de um grande clube como o Corinthians, que completa 105 anos de idade nesta terça-feira (1º). Derrotas vergonhosas, eliminações improváveis e quedas diante de rivais já fizeram os pesadelos de todos os times, e com o Timão não é diferente.

Em mais uma parte do especial de aniversário do Corinthians, o Jovem Pan Online lista as maiores decepções da existência do clube. Momentos que, por pior que possam ter sido, forjaram sua identidade assim como as grandes conquistas.

Sem título e sem Rivellino em 1974

O Corinthians tinha a chance de sair da fila sem títulos, que em 1974 tinha 20 anos, em grande estilo, contra o seu maior rival, na final do Campeonato Paulista. O problema é que havia pela frente um time histórico, que contava com Leão, Edu, Ademir da Guia e Leivinha. Na ida, houve empate. Na volta, com maioria de torcida, o Timão acabou perdendo por 1 a 0. A torcida alvinegra até hoje reclama de uma falta cometida pelo rival antes da jogada em que saiu o gol de Ronaldo. Além disso tudo, Rivellino acabou como culpado pela derrota e foi acusado de pipoqueiro. A situação do craque no Corinthians ficou insustentável e ele acabou indo para o Fluminense. Uma perda dupla para o clube.

Marcos x Marcelinho Carioca e a eliminação da Libertadores de 2000

Depois de ser eliminado pelo Palmeiras nas quartas de final da Libertadores de 1999, o Corinthians teve a chance de se vingar do rival no ano seguinte, desta vez na semifinal. Só que, mesmo com o time enfraquecido em relação ao ano anterior, o Verdão foi valente e, após perder de 4 a 3 na ida e vencer por 3 a 2 na volta, eliminou o alvinegro nos pênaltis. Na derradeira cobrança, o ídolo Marcelinho Carioca, especialista em bola parada, parou em defesa de Marcos. Um momento que entrou para a história dos dois times.

O rebaixamento

Vivendo a “ressaca” da parceria com a MSI entre 2005 e 2006, o Corinthians, com um time fraco, sofreu no Campeonato Brasileiro de 2007. O sofrimento teve seu ápice na última rodada. Uma vitória sobre o Grêmio, no Olímpico, evitaria o rebaixamento para a segunda divisão, mas o Timão não passou de um empate por 1 a 1. Outro gaúcho, o Internacional, foi decisivo ao perder para o Goiás no Serra Dourada. O Goiás se safou e o Corinthians passou pela dor da queda à segunda divisão.

O surpreendente Tolima

Em 2011, ainda com Ronaldo e Roberto Carlos no time, o Timão encarou o desconhecido Tolima, da Colômbia, na disputa por uma vaga na fase de grupos da Libertadores. No Pacaembu, o time não saiu de um empate sem gols e viajou ao país vizinho precisando da vitória. Só que aconteceu o contrário: Santoya e Medina marcaram e o Tolima impôs ao Corinthians um dos maiores vexames de sua história.

Um filme repetido: Guaraní em 2015

Uma nova tragédia marcou a participação do Corinthians na Libertadores, desta vez em 2015. Depois da volta de Tite, comandante do título continental em 2012, a esperança do repeteco era grande. Mas o que se repetiu foi a tragédia da eliminação para um time desconhecido. Diante do Guaraní, nas oitavas de final, o alvinegro perdeu no Paraguai por 2 a 0, com direito a falha de Cássio. A Fiel ansiava por uma virada dentro da Arena, mas, após as expulsões de Fábio Santos e Jadson, o Guaraní marcou com Fernández nos acréscimos e sacramentou mais um episódio triste na história corintiana.

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