“Não sou Deus, não sou ninguém”, diz Rodman após visita à Coreia do Norte

  • Por Agencia EFE
  • 13/01/2014 11h46

Pequim, 13 jan (EFE).- O ex-jogador da NBA Dennis Rodman fez nesta segunda-feira escala em Pequim após ter passado uma semana na Coreia do Norte, onde participou das celebrações do aniversário de seu amigo, o ditador Kim Jong-un, e se defendeu dos que o criticaram por esta viagem ao diminuir a importância de sua influência sobre o líder.

“Não sou Deus, não sou um embaixador, não sou ninguém. Só quero mostrar ao mundo que podemos estar bem praticando esporte, isso é tudo”, destacou perante um grande grupo de jornalistas que, mais uma vez, o esperava no aeroporto de Pequim.

Contra Rodman choveram críticas depois que na semana passada, em Pyongyang, o ex-jogador justificou a detenção na Coreia do Norte do pastor evangélico americano Kenneth Bae, retido no país há mais de um ano, apesar dos intensos pedidos de Washington para que seja libertado.

O jogador se desculpou um dia depois por isso, alegando que estava muito estressado da viagem, e hoje pediu novamente perdão por não ter podido ajudar Bae, embora tenha defendido mais uma vez sua iniciativa de aproximação esportiva ao isolado regime.

“Amo a América, amo meu país, nunca o prejudicaria”, assegurou o ex-jogador dos Chicago Bulls, que se queixou que todo mundo tentou lhe apontar responsabilidades quando seu único objetivo é aproximar os EUA da isolada Coreia do Norte através do basquete.

No último dia 8, Rodman, único estrangeiro com acesso direto a Kim, liderou um grupo de ex-jogadores da NBA e torcedores americanos que “presentearam” o ditador no dia de seu aniversário com uma partida amistosa perante um combinado de norte-coreanos.

O ex-jogador inclusive cantou “parabéns” como dedicatória especial a Kim, que um mês antes tinha ordenado a execução de seu tio e mentor Jang Song-thaek.

Rodman, que com sua recém-terminada visita já viajou para a Coreia do Norte por três vezes, voltará ao país em fevereiro para tentar organizar uma nova partida da qual os meios de comunicação dos EUA já apotam a “diplomacia do basquete”, em lembrança da “diplomacia do ping pong” que aproximou Pequim e Washington há 40 anos.

Um dos jogadores que acompanhou Rodman a Pyongyang, Eric Floyd, declarou à rede “CNN” que não sabia que iam a jogar perante o ditador Kim e que se sentia “enganado”, embora outro, Charles Smith, celebrou a iniciativa, por “aproximar dois países que não se comunicam”. EFE