Nevasca complica viagem de caravana chilena rumo à Copa no Brasil

  • Por Agencia EFE
  • 04/06/2014 15h37

Santiago (Chile), 4 jun (EFE).- A interdição por mau tempo da passagem Los Libertadores, que faz a fronteira entre Chile e Argentina, inviabilizou temporariamente a viagem de milhares de torcedores chilenos que pretendem assistir a Copa do Mundo no Brasil.

Uma caravana de 800 veículos com mais de 3 mil torcedores sairá da capital, Santiago, e de outras cidades do Chile no próximo fim de semana rumo ao Brasil, embora provavelmente terá que modificar a rota inicial. Alguns torcedores chilenos que decidiram viajar dias antes, por conta própria, sem esperar a caravana, encontraram a passagem fechada devido à intensa nevasca da última terça.

A tempestade de neve que afetou a região central do país obrigou as autoridades a fecharem a passagem de Los Libertadores, situada em plena cordilheira dos Andes, a mais de 3 mil metros de altitude. A rota, que liga a cidade chilena de Los Andes a Mendoza, na Argentina, é o principal caminho da fronteira entre os dois países vizinhos.

A governadora da província de Los Andes, María Victoria Rodríguez, disse ao canal de notícias “24Horas” que a fronteira talvez seja reaberta durante algumas horas nesta quinta-feira caso as condições meteorológicas permitam. Mesmo assim, as previsões meteorológicas preveem chuva e neve para o fim de semana, por isso a passagem deverá fechar de novo, de acordo com ela.

Diante dessa situação, as autoridades chilenas recomendaram aos torcedores que cruzem a Argentina por outros caminhos, como o de San Francisco, na região de Atacama, embora isso signifique percorrer cerca de 800 km a mais que o previsto inicialmente.

Os viajantes que têm ingressos para as partidas esperam chegar a tempo em Cuiabá para assistir à estreia do Chile no grupo B, contra a Austrália, no próximo dia 13. Depois, a equipe do técnico Jorge Sampaoli enfrentará a Espanha, no Rio de Janeiro, no dia 18, e fechará a fase de grupos no dia 23, contra a Holanda, em São Paulo. EFE