Nobre defende torcida única e exalta relacionamento com diretoria corintiana

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2015 19h24

O presidente do PalmeirasPaulo Nobre

A decisão da Federação Paulista de Futebol de permitir apenas a torcida palmeirense a assistir o clássico no Allianz Parque contra o Corinthians causou polêmica, mas não com o presidente Paulo Nobre. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o mandatário do Palmeiras defendeu a medida por razões de segurança e financeiras, e pediu para que ela seja usada em todos os clássicos do Paulistão.

“Sou favorável à torcida única por três motivos básicos. O primeiro é a segurança dos torcedores, que, infelizmente, não sabem se comportar e acabam agindo de uma maneira difícil de explicar. Segundo, você tem de economizar o dinheiro público – não faz sentido a polícia ter de escoltar torcedores para o estádio enquanto poderia estar fazendo outras coisas”, explicou Nobre, que concluiu. “O terceiro motivo é o fator financeiro do time mandante. No nosso caso são pelo menos 6 mil lugares, o que significa, em renda, mais de 1 milhão de reais. Isso vale, obviamente, para os jogos nas casas dos adversários”.

“Sei que muitas pessoas são contrárias à torcida única, que antigamente o futebol era mais bonito, mas eu sou da época em que ter duas torcidas significava dividir em 50% a 50%. Agora, com 95% contra 5%, não sei se representa as duas torcidas como antigamente”, justificou o dirigente, que ainda não sabe a opinião da diretoria corintiana. “Não sei se o Corinthians concorda, tem de perguntar ao Mário gobbi. O que eu disse a ele é que não achava justo fazer isso só nesse jogo”, argumentou. 

Ao ser questionado se adotar a torcida única seria uma derrota do futebol diante da violência, Paulo Nobre tentou ser pragmático. “O fato é que hoje (a violência) acontece, e hoje não se tem uma solução pra isso. É uma opção a ser avaliada, e talvez até o poder público possa pensar em medidas a serem tomadas para que esse tipo de coisa não aconteça”, disse.

Por fim, o presidente alviverde disse que sua preocupação com a presença de corintianos no Allianz Parque não tem a ver com uma possível vingança por conta das cadeiras do Itaquerão quebradas por palmeirenses. “O problema de quebrar cadeiras ou não é muito pequeno. Fiquei com vergonha do comportamento da torcida do Palmeiras, me acertei com o Corinthians e tenho certeza absoluta que, se fosse o contrário, eles teriam exatamente o mesmo comportamento. Até porque o relacionamento entre os dois clubes é muito bom”, finalizou Paulo Nobre.