Nobre manda Aidar cuidar de sua gestão “cheia de escândalos”

  • Por Jovem Pan
  • 23/01/2015 19h35
ITU,SP,23.01.2015:PALMEIRAS-TREINO - Entrevista coletiva com o presidente do Palmeiras Paulo Nobre durante treino no Spa Sport Resort, em Itu (SP), nesta sexta-feira (23). A equipe se prepara para a temporada 2015. (Foto: Helio Suenaga/Futura Press/Folhapress)Paulo Nobre rebateu declarações de Aidar e disse que Palmeiras não entra em disputar para provar alguma coisa

Novo episódio da rivalidade entre as diretorias de Palmeiras e São Paulo. Após o presidente são-paulino Carlos Miguel Aidar questionar o valor do patrocínio da Crefisa ao rival – dizendo que se tratam de 15 milhões de reais por dois anos, ao invés dos 23 milhões anunciados – Paulo Nobre respondeu sem papas na língua. 

“Esse senhor participou das negociações do Palmeiras com a Crefisa? Ele viu o contrato? Como ele pode falar do que acontece na casa dos outros? Talvez fosse mais adequado que ele pudesse cuidar da sua administração conflituosa e cheia de escândalos”, disparou Nobre.

Os escândalos que Nobre citou se referem, principalmente, ao caso da namorada de Aidar, que estava trabalhando pelo clube do Morumbi. Quando descoberta, a informação causou agitação nos bastidores, obrigando o presidente a dar uma entrevista coletiva para esclarecer o caso e, posteriormente, cortar as ligações do São Paulo com sua parceira.

“O Palmeiras não tem complexo de inferioridade, de entrar em disputa, para provar alguma coisa. Também não tem complexo de superioridade para se intitular isso ou aquilo. Acho melhor cada um cuidar da sua casa, fazer o melhor possível para o seu time, e que todo mundo tenha boa sorte”, disse Paulo Nobre.

O acordo entre Palmeiras e Crefisa foi o desfecho de um dos embates entre as diretorias. O novo patrocinador alviverde estava negociando com o Tricolor, mas acabou mudando de ideia e fechou com o rival – a exemplo do que fez o atacante Dudu. Por outro lado, o São Paulo deu o troco ao contratar o também atacante Cafú, até então próximo do Verdão. Mas as desevenças datam do ano passado, desde que Alan Kardec pulou o muro para defender o clube de Aidar.