Nos EUA, “eterno reserva” mantém amizade com Ceni: “será grande técnico”
Atleta que mais vezes defendeu um mesmo clube na história do futebol, Rogério Ceni disputou 1237 partidas em 25 anos de São Paulo. Foram vários os goleiros que amargaram a reserva do “fominha” ídolo tricolor. Um deles atende pelo nome de João Bosco de Freitas Chaves. Banco de Ceni entre 2005 e 2011, Bosco foi titular da meta são-paulina em apenas 42 oportunidades. No mesmo período, o camisa 1 jogou 440 partidas. Algo que magoe o carismático ex-goleiro pernambucano? Muito pelo contrário.
Em entrevista exclusiva a José Manoel de Barros que vai ao ar no próximo fim de semana, na Rádio Jovem Pan, Bosco relembrou com muito carinho a sua passagem pelo São Paulo – clube pelo qual torce desde a infância. Morando na acolhedora e turística cidade norte-americana de Orlando, onde mantém carreira empresarial no ramo de cosméticos, o ex-goleiro de 41 anos revelou que ainda mantém amizade com Rogério Ceni e garantiu: o maior ídolo da história do São Paulo será um dos melhores técnicos do Brasil – o ex-camisa 1 tem estudado para trabalhar na nova área.
“Pelos seis anos que eu passei com o Rogério, uma coisa é certa: condições de ser um grande treinador com certeza ele tem. É um cara inteligente, que tem uma visão de jogo diferenciada e sabe muito taticamente. Além disso, é um líder nato. Eu não sei quais são as pretensões dele. Sei que está fazendo estágios, cursos na Inglaterra. Com certeza absoluta ele vai ser um grande treinador. E fico feliz por ele estar tão envolvido com o futebol, porque, quando você para, você sente falta. O Brasil vai ter um grande treinador no futuro. Pode ter certeza disso”, garantiu Bosco.
O ex-goleiro de 41 anos, que, assim como Ceni, aposentou-se do futebol com a camisa tricolor, é muito grato a Rogério Ceni. Apesar de ter se transferido ao São Paulo no auge da carreira, em 2005, Bosco nunca reclamou de ter ficado seis anos no banco de reservas. A compreensão do sempre seguro arqueiro pernambucano encantou o maior ídolo da história são-paulina, que até o convidou para jogar na sua despedida, no ano passado.
Foi uma prova da amizade que, mesmo distantes, os dois ainda preservam. “A relação entre goleiros tem que ser boa, porque é trabalho junto todo dia. Se não tiver uma convivência legal, fica impossível de trabalhar. E o Rogério é uma pessoa muito fácil de se lidar, porque é um cara muito educado, profissional, companheiro... Até hoje, somos muito amigos. Tenho um carinho muito especial por ele. É um cara que eu vou levar para o resto da minha vida“, encerrou Bosco.

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