“O Corinthians é barriga de aluguel”, afirma candidato à presidência do Timão

  • Por Jovem Pan
  • 10/12/2014 14h17
Ilmar Schiavenato no Esporte em Discussão

“O Corinthians é um balcão de negócios. Uma barriga de aluguel”. Foi assim que o candidato à presidência do clube, Ilmar Schiavenato, definiu a atual situação da instituição, em sua participação no Esporte em Discussão, na Rádio Jovem Pan. Citando as grandes dividas por qual o Timão está tendo que lidar, o ex-diretor do mandato de Mario Gobbi não concordou com a possível saída de Malcom e o retorno do volante Cristian.

“Eles estão vendendo nossos jogadores jovens e contratando velhos. Estamos individados, com um estádio para pagar e o clube fica a ver navios”, desabafou o candidato.

Schievenato entrou em atrito com o seu adversário da situação, Roberto de Andrade. Segundo ele, o candidato está passando por cima de Ronaldo Ximenes, anunciando contratações sendo que ainda não se elegeu.

“Hoje temos uma arena que deve para todo mundo e não temos um time. Cadê o Ronaldo, o diretor? É ele quem contrata, tem que ter respeito. O candidato não contrata”, completou.

Ex-diretor social no Parque São Jorge e com convívio no clube desde a década de 1970, o cartola promete fazer grandes reformas em toda a estrutura. O senhor de 62 anos prometeu formar novas equipes de basquete e vôlei, além de tornar a Fazendinha um arena multiuso e conseguir lucrar com o local, que de acordo com ele está abandonado.

“Vamos fazer uma arena multiuso na Fazendinha. Vai ter 5 mil vagas, pois não tem mais onde parar carro. Não tem manutenção, não dá dinheiro. É um elefante branco”, lamentou. O esporte amador tem que voltar. Já fomos bicampeões mundia no basquete e o vôlei é o segundo esporte em audiência no Brasil. Temos o futsal que chega na final e pipoca, com todo o respeito”, criticou a equipe corintiana, que foi eliminada da Liga Futsal no último segundo da partida.

Sobre o técnico Tite, Schievenato disse não ter problemas com a chegada do campeão mundial e da Libertadores em 2012, mas ressaltou que a saída do gaúcho foi por causa da personalidade de paizão que ele passava ao elenco, o que os deixou acomodados após o período de vacas gordas.

“Eu conheço o Tite, ele é grande amigo de um amigo meu. Ele saiu porque estava sendo paizão dos jogadores e agora está voltando. Seria o momento?”, questionou.