Objetivo da arbitragem era tirar atletas do jogo contra o Corinthians, acusa Modesto

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2016 12h38
Modesto Roma Júnior

A arbitragem da partida entre Inter e Santos na noite da última quinta-feira segue repercutindo negativamente nesta sexta. Em entrevista exclusiva ao Jornal de Esportes, da Jovem Pan, o presidente do Santos Modesto Roma Júnior engrossou as críticas ao árbitro Rodrigo Batista Raposo.

“Não aconteceram erros, aconteceram atos deliberados, intencionais. Quando você erra no decorrer do jogo, por exemplo, você não viu o pênalti que fizeram no Vitor Bueno, ok, você errou. Agora, quando você adota um critério de dar cartões amarelo para os jogadores que estão pendurados, por coisas que não acontecem, é outra coisa”, reclamou o presidente.

Rodrigo Batista Raposo deu três cartões amarelos para cada lado, sendo dois para jogadores santistas que já estavam pendurados: Victor Ferraz e Ricardo Oliveira. Para Modesto, o objetivo da arbitragem era tirar três jogadores do jogo de domingo, contra o Corinthians: “são coisas premeditadas, não são do decorrer do jogo. Ele fez de caso pensado”.

O outro jogador que irá desfalcar o alvinegro praiano para o clássico é Lucas Lima, expulso por demora em cobrança de escanteio, que inclusive saiu de campo chorando.

“A indignação no choro é de todos os santistas, todos nós nos sentimos expulsos e injustiçados. Não foi choro de perdedor. Perdemos outras partidas e achamos que foram por falhas nossas ou até mesmo algum erro. Mas ontem não foi um pênalti marcado, foi algo de muito podre no reino da Dinamarca”, analisou Modesto.

O presidente ainda negou que entrará com um pedido formal junto à CBF de suspensão da partida, mas confirmou que pretende conversar com Marco Polo del Nero: “nossos advogados estudarão se vão pedir algum efeito suspensivo, mas não acredito que isso tenha algum sucesso. O que eu tenho certeza é que esse árbitro precisa ser expurgado do futebol, esse moço não tem equilíbrio para apitar um jogo de futebol”.