Oswaldo fica irritado com bobeada no segundo gol do São Paulo: “ingenuidade”

  • Por Jovem Pan
  • 24/08/2014 20h03

Oswaldo de OliveiraOswaldo de Oliveira

O Santos segue sem conseguir encaixar uma sequência de vitórias no Campeonato Brasileiro. Depois de superar o Atlético-PR no meio da semana, a equipe da Baixada Santista voltou a ser derrotada neste domingo (24), no Morumbi, em clássico contra o São Paulo, pelo placar de 2 a 1.

Após a partida, o técnico Oswaldo de Oliveira não escondeu sua desaprovação quanto à bobeada da equipe após o gol de empate, marcado por Gabriel, de pênalti, aos 40 minutos do segundo tempo. Logo depois do empate, o Santos deu uma relaxada e permitiu que Alexandre Pato fizesse o segundo gol são-paulino. O comandante classificou a situação como inadmissível.

“Na hora da comemoração, a minha recomendação foi: ‘todo mundo na frente da bola porque eles vão sair e vão nos dar o contra-ataque’. Nós retomamos a bola e saiu todo mundo. Na hora que o São Paulo retoma a bola, a gente fica com três ou quatro jogadores que deveriam estar na frente da bola. Isso é ingenuidade, não posso admitir”, declarou Oswaldo, que também reclamou do lance do gol sem si. “O goleiro bate roupa e não chega ninguém no rebote. Não é a primeira vez que isso acontece. Os meninos se sentiram aliviados com o empate e esqueceram o que eles tinham que fazer”, prosseguiu.

Apesar do revés, o treinador santista admitiu que sua equipe teve uma boa apresentação. “Acho que foi um jogo igual. Nós criamos oportunidades, embora que só depois do primeiro gol do São Paulo, mas nós chegamos. No segundo tempo, o Mena cansou de chegar e servir os companheiros. O time do São Paulo é um time muito pesado, com muitos jogadores de categoria. Não pode dar chance para um time desse”, disse. “Espaços os dois times acabaram dando. Kaká perdeu a bola, Ganso perdeu. A gente também arrancou com a bola para cima da defesa deles. Em um jogo com dois times jogando um dentro do outro, tentando trabalhar a bola, um joga sempre para esperar o erro do outro e procurar o contra-ataque. Isso é natural”, prosseguiu.

Oswaldo também frisou que as constantes mudanças que vem fazendo na equipe, quase todas por necessidade, seja por contusão os desfalques, dificultam o trabalho.

“A gente acaba mexendo demais no time, entra e sai jogador e vai perdendo um pouco da unidade. Principalmente os jogadores de trás, que é onde eu gosto de mexer menos. Perdemos o Bruno Uvini, o Mena saiu e já vai sair de novo. Isso, para nós, é muito penoso”, observou.

Para o técnico do alvinegro de Vila Belmiro, o Santos não vem conseguindo engatar uma sequência de adversários muito por conta da qualidade dos adversários.

“Contra o Fluminense, contra o Internacional, contra o Corinthians, contra o Cruzeiro e hoje novamente, o Santos joga bem, cria oportunidades e, depois, acaba não conseguindo, talvez pelo nível, pelo elenco desses times. Contra outras equipes, a gente se impõe, faz o gol e não leva. Não é uma coisa que a gente tenha que corrigir, porque não é uma falha do time. É o peso dos adversários também, que não nos permitem reação e não nos permitem engrenar uma sequência de jogos”, opinou.

Ao ser perguntado sobre o desfalque de Robinho, Oswaldo de Oliveira endossou que o camisa 7 fez falta.

“Isso é inegável. Um jogador com a experiência do Robinho, com a categoria, com a inteligência. Sem falar no temor que causa nos adversários. O São Paulo, quando sabe que o Robinho não vai jogar, fica mais aliviado. Assim como eu ficaria se soubesse que o Ganso não iria jogador. Já falei bastante do Robinho e ele é importantíssimo para nós”, finalizou.

Com a derrota, o Santos segue com 23 pontos e está na zona intermediária da tabela. O próximo compromisso da equipe é no meio da semana, na quinta-feira (28), às 20h (de Brasília), quando enfrenta o Grêmio, fora de casa, em jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Já pelo Brasileirão, o Peixe volta a entrar em campo no domingo (31), às 16h, quando pega o Botafogo, no Maracanã.