De casa lotada a palco de campeões: cinco motivos para não perder o GP do México

  • Por Jovem Pan
  • 27/10/2017 12h00 - Atualizado em 27/10/2017 12h03
Divulgação MercedesGrande Prêmio do México pode voltar a definir a temporada de Fórmula 1 depois de 49 anos; Lewis Hamilton precisa no mínimo de um quinto lugar

Depois do Grande Prêmio dos Estados Unidos, chegou a hora da Fórmula 1 cruzar a fronteira e ser disputada no México. Neste fim de semana, o país recebe a 18ª etapa do Mundial e pode ver Lewis Hamilton fazer história na modalidade mais importante do automobilismo. O britânico precisa de um quinto lugar no tradicional autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México, para alcançar o seu quarto título.

Mas há outros motivos para os torcedores acompanharem a prova e a Jovem Pan apresenta a seguir. Confira:

Casa lotada

A Fórmula 1 ficou 23 anos longe do México. E desde o seu retorno, na temporada 2015, os torcedores estão proporcionando uma grande festa. No ano passado, durante os três dias de GP, mais de 300 mil pessoas passaram pelo autódromo. A expectativa para este ano não é diferente. Um detalhe da pista é o trecho chamado de “Estádio”, aonde os pilotos passam por entre as arquibancadas de um estádio de beisebol. Nesse setor a capacidade é para 40 mil torcedores.

Altitude

A Cidade do México está situada a 2.200 metros de altitude, deixando o autódromo Hermanos Rodriguez no lugar mais alto entre as pistas da F1. Quanto mais alto, menos oxigênio. Quanto menos oxigênio, mais interferência na aerodinâmica e na potência do carro, além de aumentar a dificuldade para resfriar os freios. Outra questão que a altitude interfere é no pneu. E neste ano, a Pirelli definiu que os pneus ultramacios, supermacios e macios serão os utilizados no México.

Futuro de Massa

O futuro de Felipe Massa na Fórmula 1 segue indefinido. O brasileiro tem esperança de seguir na Williams, que por sua vez ainda procura alternativas para fechar a dupla de pilotos para a temporada 2018. O Grande Prêmio do México pode ajudar o piloto a convencer os chefes a manterem ele na equipe para o próximo ano. No entanto, Massa não tem um bom retrospecto no autódromo Hermanos Rodriguez. Em 2016, ficou em nono e 2015 terminou na sexta posição.

Supremacia da Mercedes

No último domingo, Hamilton não conseguiu o tetra, mas a Mercedes se sagrou campeã do mundial de construtores ao chegar aos 575 pontos, contra 428 da Ferrari. Agora, neste fim de semana, a Mercedes tem a oportunidade de confirmar a sua supremacia na temporada e no GP do México. Desde quando a prova retornou, só pilotos da equipe alemã triunfaram: Rosberg em 2015 e Hamilton em 2016. Se vencer, iguala a Williams, Lotus e McLaren, que possuem três vitórias cada.

Palco de campeões

O GP do México entrou no calendário da Fórmula 1 em 1963. No ano seguinte passou a ser disputado na reta final do campeonato, se tornando uma prova decisiva para os pilotos e equipes. Ao todo três títulos foram definidos no autódromo Hermanos Rodriguez: o britânico John Surtees, em 1964, o neozelandês Denny Hulme, em 1967, e o britânico Graham Hill, em 1968. Se Lewis Hamilton terminar em quinto neste domingo, ele se torna o quarto piloto campeão da F1 em solo mexicano.