Segundo pesquisa, 80% dos japoneses querem adiamento ou cancelamento da Olimpíada

Sede dos Jogos marcados para julho e agosto deste ano, Tóquio está em estado de emergência devido à Covid-19; sistema de saúde do país está pressionado

  • Por Jovem Pan
  • 10/01/2021 12h34
Frank Robichon/EFENo momento em que o Japão registra alta no número de casos de Covid-19, cidade de Tóquio está em estado de emergência

Uma pesquisa realizada pela agência Kyodo News publicada neste domingo apontou que cerca de 80% dos japoneses são favoráveis ao adiamento ou cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que seriam realizados em 2020 e, devido à pandemia do coronavírus, foram remarcados para julho e agosto deste ano. A consulta, por telefone, foi feita em um momento em que o Japão registra aumento de casos de Covid-19, o que vem pressionando o seu sistema de saúde e fez o país endurecer as medidas para reduzir o contágio. Está proibida a entrada de estrangeiros até o fim de janeiro após a detecção de uma nova variante altamente infecciosa do vírus.

A preocupação cada vez mais evidente da população japonesa com a pandemia é refletida pela pesquisa, que mostrou que 35,3% dos japoneses pediram o cancelamento da Olimpíada, enquanto que 44,8% avaliaram que o evento deveria ser adiado novamente. A abertura dos Jogos está prevista para 23 de julho de 2021, e o encerramento, para 8 de agosto. A pesquisa também revelou que 68,3% estão insatisfeitos com as medidas adotadas pelo governo para combater o coronavírus, enquanto que 24,9% consideram que as autoridades têm lidado de forma adequada com a pandemia.

Um dos países que inicialmente havia avaliado que tinha conseguido controlar a pandemia, o Japão enfrenta um de seus momentos mais difíceis. Na semana passada, o governo declarou estado de emergência em Tóquio e em três cidades próximas. Essa medida foi considerada “tardia” por 79,2% dos entrevistados. Já 78% afirmaram que o estado de emergência deve ser expandido para outras áreas do arquipélago asiático. O Japão registrou até agora quase 4.000 mortes decorrentes da doença e 288 mil casos desde o início da pandemia.

*Com informações do Estadão Conteúdo