Paes vai à Sapucaí e nega compra de votos por Rio-2016: “sem sentido”

  • Por Estadão Conteúdo
  • 05/03/2017 09h18

Portelense de coraçãoPortelense de coração

Fã de carnaval e torcedor da Portela, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB), que governou a capital fluminense de 2009 a 2016 e está morando nos Estados Unidos com a família, viajou para o Rio e foi ao sambódromo na noite deste sábado (04) para acompanhar o desfile das campeãs, que reúne as seis escolas de samba mais bem colocadas no concurso. 

Antes de desfilar acompanhando a bateria da Portela, ele conversou com a imprensa e evitou criticar seu sucessor, Marcelo Crivella (PRB), que não esteve no sambódromo neste ano nem mesmo para participar da tradicional cerimônia de entrega da chave da cidade ao Rei Momo – Crivella foi representado pela secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira. Questionado sobre a ausência do prefeito, Paes ironizou: “Mas o ex está aqui (na Sapucaí), então está tudo certo”.

Em relação à investigação feita pela polícia francesa sobre suposta compra de votos para o Rio de Janeiro sediar a Olimpíada de 2016, notícia divulgada na sexta-feira (03) pelo jornal francês “Le Monde”, Paes – que já exercia o cargo em outubro de 2009, quando a cidade foi escolhida sede dos Jogos – classificou a denúncia como “sem sentido”. “O Comitê Organizador respondeu bem, mas a denúncia não tem sentido. Houve uma margem muito grande (de vantagem do Rio na votação final), e acho que tem um recalque de Paris (por ter sido derrotada). Mas eles têm uma chance muito grande de ganhar agora (na escolha da sede para 2024), acho que vão ganhar”.

Ao comentar os acidentes ocorridos durante os desfiles de domingo e segunda-feira com carros alegóricos da Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, Paes afirmou que os organizadores do evento vão saber corrigir os problemas. “São desafios que precisam ser superados, mas acho que a Liesa (entidade organizadora dos desfiles) tem capacidade de avançar e superar, daqui para a frente”, afirmou. 

De barba e mais gordo, Paes brincou com o fato de a Portela ter ganho um carnaval depois que ele, torcedor da escola, deixou a prefeitura. “É bom que tenha sido assim, porque se tivesse sido durante meu governo iriam dizer que eu armei o resultado”.

Antes de desfilar pela Portela, Paes acompanhou os desfiles das escolas que se apresentaram primeiro e foi até o segundo recuo da bateria durante a exibição da Mangueira. Ele estava acompanhado por Pedro Paulo, seu candidato (derrotado) na última eleição para prefeito, em outubro passado. Enquanto Paes estava no recuo da bateria, estiveram com ele Índio da Costa e Flávio Bolsonaro, dois outros candidatos derrotados na eleição para prefeito.